sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Dinheiro público em dono!


Operação Capitu: investigadores suspeitam de crime eleitoral
Publicado em 09/11/2018 - 14:27 e atualizado em 09/11/2018 - 16:04
Por Pedro Peduzzi – Repórter da Agência Brasil Brasília







Os responsáveis pela Operação Capitu suspeitam que alguns dos políticos por ela investigados praticaram crime eleitoral. Essa possibilidade foi levantada hoje (9), em entrevista coletiva concedida por integrantes da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal em Belo Horizonte.



Operação investigou esquema de propina no Ministério da Agricultura para beneficiar políticos - Arquivo/Agência Brasil






EXCLUSIVA: imaginando se investigações serias ocorressem por aqui em Parauapebas, o que seria do Legislativo e Executivo locais. Na gestão anterior, mais por inabilidade do que poder de investigação,  as visitas da PF se tornaram corriqueiras...

O caso envolve um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para beneficiar políticos do MDB, que teriam recebido dinheiro da JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Ao perseguir os ilícitos tributários envolvendo a JBS e uma "grande rede de supermercados" com a qual tinha negócios, os investigadores encontraram indícios de que “essa rede não fazia todos os pagamentos para frigoríficos, mas uma triangulação para dar aparência de legalidade [aos ilícitos praticados]”, disse o superintendente da Receita Federal em Belo Horizonte, Mario Dehon, ao afirmar que os frigoríficos ligados ao grupo estariam usando "dinheiro não lícito" para fazer "repasses a agentes políticos".

Diante dessa constatação, Dehon disse que a Operação Capitu está “prestes a provar [a prática de] crime eleitoral”, mas que isso só será investigado pelas autoridades competentes, de acordo com o cargo ocupado pelos políticos investigados.
A fim de evitar prejuízos à investigação, nenhum dos nomes dos investigados foi informado.

Segundo o coordenador da investigação, delegado Mário Veloso, da PF, R$ 30 milhões foram usados pela empresa de proteína animal para financiar ilegalmente a campanha “de um candidato à presidência da Câmara dos Deputados em 2014”.

Esse dinheiro teria sido redistribuído dentro da bancada do PMDB mineiro. Dos R$ 30 milhões, R$ 15 milhões teriam sido destinados a um deputado e, depois, repassados aos seis escritórios de advocacia usados como intermediários para que o dinheiro chegasse aos destinatários finais.“Parte dos R$ 15 milhões foi distribuída [pela JBS] a seis escritórios de advocacia entre 2013 e 2015’, explicou o delegado.

“Em 2017, a Operação Lava Jato chegava perto desse esquema, quando um desses advogados procurou um lobista da empresa, pedindo a produção de documentos que dessem aparência de legalidade aos valores. A partir disso foi produzido um contrato para cada empresa. Os contratos foram confeccionados e assinados, inclusive tendo sido apreendidos na operação de hoje”, acrescentou Veloso.

De acordo com o delegado, os contratos foram feitos com o objetivo de dar “aparência de veracidade à falsa prestação de serviços de advocacia”, o que já configura lavagem de dinheiro. Dos seis mandados de prisão expedidos contra advogados desses escritórios, só um não foi cumprido: é contra um advogado da cidade mineira de Uberaba que atua em São Paulo. "Como não foi encontrado, ele já é considerado foragido", disse o delegado.

Mapa
Um dos advogados presos nesta sexta-feira era operador direto de um servidor do Ministério da Agricultura que teria sido indicado por um deputado federal investigado. De acordo com a PF, esse funcionário já está preso.

Entre os atos de ofício suspeitos praticados pelos servidores do ministério há expedição de atos normativos, determinando a regulamentação da exportação de despojos; a proibição do uso da ivermectina de longa duração; e a federalização das inspeções de frigoríficos.

“Um funcionário teria recebido milhões em propina para ajudar o grupo criminoso no que se refere à regulação de partes do gado bovino não consumido no mercado externo, mas apreciado no mercado asiático. Com a ajuda desse servidor, empresas de menor porte foram prejudicadas, favorecendo a concentração desse mercado”, informou Veloso.

Além disso, R$ 5 milhões teriam sido pagos pela proibição do uso da ivermectina de longa duração, também como forma de concentrar mercado, prejudicando empresas de menor porte. Ainda segundo a PF, um deputado federal recebeu R$ 50 mil “como contrapartida, em decorrência da tentativa de promover a federalização das inspeções sanitárias de frigoríficos por meio de uma emenda”.

Colaboradores
Em meio às várias frentes investigativas, a PF começou a suspeitar de que alguns colaboradores estariam omitindo informações relevantes, o que poderia caracterizar crime de obstrução de justiça. “Havia omissões graves e contradições por parte dos colaboradores, provavelmente na tentativa de perpetuar a atuação no ministério”, disse o delegado federal.

“Eles omitiram informações de que as empresas teriam ocultado e destruído parte do material probatório. Há inclusive indícios de que foram destruídas provas no gabinete de um lobista. Outras provas foram escondidas. Ao omitir essas informações, eles prejudicaram a qualidade da colaboração”, acrescentou Veloso.

Após a entrevista concedida por servidores da Receita e da PF, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) divulgou uma lista com os nomes das pessoas que foram alvo dos mandados de prisão temporária e preventiva.

O documento informa, ainda, a "imposição de medidas cautelares diversas da prisão" ao investigado João Lúcio Magalhães Bifânio (suspensão do exercício do mandato de deputado estadual e proibição de acesso ou frequência a lugares ou contato com pessoas envolvidas nos fatos investigados).

Veja a lista divulgada pelo TRF1
Foram expedidos mandados de prisão temporária contra o ex-ministro da Agricultura, ex-deputado federal e atual vice-governador de Minas Gerais, Antônio Eustáquio Andrade Ferreira; Neri Geller; Marcelo Pires Pinheiro e Fernando Manuel Pires Pinheiro.

Também são alvo de mandados de prisão temporária o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ); Ildeu da Cunha Pereira; Mateus de Moura Lima Gomes; Mauro Luiz Rodrigues de Souza Araújo; José Francisco Franco da Silva Oliveira; Cláudio Soares Donato; Odo Adão Filho; Waldir Rocha Pena; Walter Santana Arantes; Joesley Mendonça Batista; Rodrigo José Pereira Leite Figueiredo; Ricardo Saud; Demilton Antonio de Castro e Florisvaldo Caetano de Oliveira.

Nota do vice-governador
Em nota, a defesa de Antônio Andrade informa que se manifestará assim que tomar conhecimento do inquérito. "Durante o depoimento, Antônio Andrade respondeu [a] tudo o que lhe foi perguntado e colaborou com o trabalho da Polícia Federal”, diz a nota divulgada pelos defensores do vice-governador de Minas Gerais.
O texto foi ampliado às 14h36 e corrigido às 16h04: os mandados expedidos foram todos de prisão temporária
Edição: Nádia Franco


















domingo, 14 de outubro de 2018

Uma campanha de média duração iguala oportunidades



CAMPANHAS PARA PREFEITO
VENDE-SE!



 





Melhor dar continuidade agora, esses votos obtidos se não trabalhados continuamente, vão migrar para o melhor discurso. Ou para quem oferecer mais.
Novamente vemos a mesma luta, a enorme quantidade de votos e os pífios resultados para nossa comunidade: ninguém eleito ou suplente e mais de cinquenta mil votos indo para outros candidatos que acertam melhor do que os nossos, no contato com os eleitores daqui. 



Mas Valmir da Integral se consolida como grande liderança local, tendo quase a totalidade de seus voto obtidos localmente. Sai na frente na corrida para prefeito em 2020, tendo como principal garoto propaganda o prefeito atual, Darci Lermen, que lhe devolve o favor graças a uma gestão atabalhoada e incompetente frente aos recursos de que dispõe e uma péssima agenda política. Veremos na próxima eleição, a troca de comando inversa, naquele momento Darci saindo a favor de Valmir. Ambos tendo a sombra desconfortável de dois formidáveis oponentes, Chamonzinho e Joelma Leite.

E finalmente temos alguém com a cidade a seus pés: Chamonzinho. Soube utilizar os fartos recursos de que dispõe, uma equipe afinada e planos ambiciosos aliado a planejamento futuro, qualidades essenciais da chamada nova política que nossos velhos políticos não tem e estão dispostos a não aprender. 


O que lamentamos, tentamos há séculos inovar e não vai, aliás não vai mesmo.

Os mesmos discursos, a mesma e antiga vocação para a mentira pura e simples, o desbunde e esnobe gesto de se fechar em grupinhos de compadres, de tenras fofoquinhas e a desordem de dados, capacidade de análise, logística e extrema dependência dos chefes em Belem. Ouvi que as pesquisas não valiam porque as pessoas haviam combinado entre si a não reconhecerem os políticos e essa pérola numa reunião com lideranças comprometidas com o candidato.

Não guardam para as campanhas, não buscam recursos e não tem capacidade de gerar confiança para investimento futuro. Não vai. Uma classe política desunida e cabe aqui, invejosa. Era realmente necessário que um mesmo partido lançasse dois candidatos disputando o mesmo cargo e no mesmo colégio eleitoral? 

Como pode uma “agremiação política” entender que há votos para todos? Não, não há votos para todos, senão ninguém é eleito. É preciso estratégia na composição dos candidatos e foco, as redes sociais não fazem milagres.



E precisa ter recursos para se fazer campanha, não adianta porque as massas votam por obrigação e não mais por empatia: os políticos de hoje fogem das massas, escondem e quando aparecem é para mentir, prometer, esperar das massas que os elegem entregando um cheque em branco, que façam sacrifícios e não peçam nada. No clientelismo político é assim e pronto. 

Nesses eleições vi políticos sendo enterrados, ainda bem, diga-se de passagem, apesar de estarem usando as máscaras de sempre. E vi novos políticos e possibilidades nasceram.

Não precisa enganar a todos ou imaginar que, à exceção do Gesmar e Chico das Cortinas, todos estavam fazendo ensaio eleitoral para prefeito, usando nossos recursos e nos fazendo de bestas. Ou de onde Marcelo Parceirinho, Francisca Ciza, Valmir da Integral, Joelma Leite, Fabio Sacramento e outros tiraram que teriam votos suficientes, trabalhando “sem dinheiro”, fazendo promessas e buscando resultado apenas em Parauapebas, colégio eleitoral exportador de votos para todo o estado? Estavam na verdade medindo forças ou com a gestão ou com o pleito de 2020. 

E ninguém se deu tão bem quanto Joelma Leite e Miquinha. Saem dessa campanha maiores, consolidados como lideranças de massa. Joelma pode ser a primeira vereadora a ser eleita prefeita, algo inédito em Parauapebas. 

E D. Leonice, com mais de seis mil votos numa campanha sem dinheiro mas que prevaleceu a luta e a imagem da pessoa humana especial que habita aquele corpo. Lições, lições. Seu companheiro de partido também teve expressiva votação em si tratando sempre como ensaio para prefeito e nunca como candidatos reais a cargos externos, não são tão burros assim.

Percebemos cada vez mais meros candidatos se portarem como estrelas de rock, dispensando reuniões e conversas ao vivo, esquecendo que redes sociais ainda não ganham eleições. Não da forma burra e imediata como estão usando é potencial redutor de custos de campanha.




E que nossa empresa está recebendo propostas para estratégias de inserção de imagem, planejamento político e logística de campanha para 2020. As campanhas precisam começar em tempo suficiente para consolidar imagens e ações, independentemente de qualquer estratégia. Nossos preços são imbatíveis.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Eleições 2020 e eleições 2018


A frugalidade do momento
eleitoral em Parauapebas




Nossa consultoria política está propondo iniciar estudos, planejamento e estratégias para a cadeira de prefeito em 2020. Os custos e implementação cuidadosa e definitiva da imagem de líder, se iniciado sua construção agora, resultará uma campanha barata, sem sustos e com enorme potencial de sucesso. Os estudos iniciais e a estratégia diluída favorecem o candidato e seu pleito. Eleito, poderá iniciar imediatamente todas as mudanças na legislação municipal necessárias a uma governança de transformação que Parauapebas tanto precisa. E terá condições de vencer o capital e a malandragem dos políticos históricos, das cascavéis à espera. O fato é que ainda não temos um líder de verdade, a cadeira continua livre. Contate-nos: 991632168 – 981041694Wats






 
Vereadores que mal dão conta de si, da tremenda bagunça e descanso que fazem com que a cidade e sua fabula de recursos cada vez mais se pareça com uma imensa favela ou um hospício a céu aberto decidem se lançar a deputados ou a apoiar o candidato da máquina. 

Como podem vereadores locais, sem chance alguma ou nenhuma representatividade se tornarem candidatos?  E os candidatos marginais, vítimas dos partidos novos e dos tradicionais, de se queimarem em campanhas cambaleantes, servindo apenas para boi de piranha, juntando os eleitores para a vitória dos candidatos que realmente interessam: homens brancos, altos, magros, de preferência olhos claros, tolerantes e mantenedores. 


A mulher não branca doente no hospital, acompanhada do filho doente, deixados lá, à mingua, sozinhos, sem ninguém a recorrer e numa terra estranha. Quantos de nós somos essa mulher, pergunta-se e se tem a resposta nesse momento em que recursos nossos são doados a candidatos para fazerem política, compreenderá o quão pouco ganhamos com essa democracia.  

Doamos a eles a cada dois anos um cheque em branco por quatro anos a troco de nada. Nada. Porque os políticos eleitos não oferecem nada a população.

E não adianta, vereador não se torna prefeito, melhor sair da vereança. Quatro anos de teste de sapiência, segurança no trato e promessas, capacidade de liderança e realizações esgotam os parcos recursos morais dos legisladores brasileiros. Logo as massas, interessadas no resultado imediato os abandonam escolhendo sempre um gestor de fora, como foram Chico das Cortinas, Bel Mesquita, Darci, Valmir e novamente Darci. Jamais um vereador se colocou e se tornou prefeito. Angela e Meire, vices, desaparecem rapidamente e se tornam antigas referencias. Angela especialmente não representa um décimo do investimento feito atualmente na sua desgastada e limitada figura pública, exceto talvez por seus posts e amizade com a primeira esposa...


O eleitor, conhecendo as limitações do vereador não lhe dá maior poder. É histórico. As sessões legislativas funcionam como uma entrevista de emprego ou de performance para os aturdidos e vacilantes vereadores e sua total incapacidade de olhar alem de sua órbita.  O público, tenaz, percebe tudo e toma decisões.  Nem comprando.

Mas nessa campanha torcemos para o Gesmar, por seu trabalho corajoso e de resultados e por Joelma Leite, que tem capacidade de representar bem nossa cidade.

É uma campanha feia e desanimada, impressionante como estão limitados os políticos nos seus perplexos grupinhos...