domingo, 27 de novembro de 2016

Eram três poderes...



SÃO TRES PODERES!
Eram três poderes











 




A exacerbada judicialização da sociedade brasileira é um prenuncio perigoso de esfacelamento dos tecido social e dos contratos entre os diversos atores. Não pode jamais, órgãos de repressão e normatização fazer o papel do executivo, porque sua missão é monitorar, coibir e punir. 

Promotores jamais poderiam dar consultoria ou fazer o papel de executores administrativos. Isso desloca o ponto de equilíbrio da normalidade gerencial da coisa pública. 

Não gostamos como sociedade civil organizada, ver de forma tão escancarada a “proteção” e o “respaldo” que a gestão ou o desgoverno de Valmir da Integral está obtendo junto a certas esferas.

Depois será impossível cumprir seu papel quando outros desmandos de outros governos se materializarem. Fica um que de falta nesse poder. 

A sedução poderosa e a resiliência de Valmir destruiu muita gente nesses quatro anos. Ao que parece, continuará. 

Cometeu erros grosseiros, desafiou a lei e a justiça. Valmir não é um velhinho bondoso ou abestado. É um capitalista frio e cruel, que faz exatamente o que está determinado a fazer, e ainda por cima ri de todos. 

Quem está defendendo-o, não pode ser por simpatia, tem que ter algo mais. Mesmo porque, se olharem com outros olhos verão uma covardia e uma brutalidade impares.  

Meus livros Manufatura, Análise de Poder e A onça e o Dragão, desnudam esse personagem poderoso e soturno, covarde e cruelmente bíblico. Fez o que quis de errado e ainda tem tantas forças a seu favor. Outros prefeitos por muito menos estão condenados. 

Viva os bilhões da capital do minério.


Então no face...
Eu esperava muito mais da justiça e do MPE. Dá a impressão de um silêncio sobre as reais causas que são a má administração, a improbidade e a corrupção. Espero que ninguém tenha esquecido o dr. Rômulo Pereira e todas as denúncias do CMS e esperamos que as investigações desse mesmo MPE cheguem ao resultado que sabemos ser. Não entendo as diferenças brutais de tratamento entre as autoridades de outras cidades e as de Parauapebas. As operações da PF, GAECO, MPE sobre a prefeitura seguramente encontraram gravíssimas distorções legais na gestão. A Câmara foi excessivamente punida, mesmo que sem julgamento e estamos vendo TACs e mais TACs sustentando um desgoverno que envergonha mesmo essa cidade acostumada com a corrupção e a falta de moralidade com recursos de ninguém - o dinheiro público. É assim que essas pessoas entendem os recursos que suamos para colocar à disposição da sociedade, via altíssimos impostos. Eu ainda espero justiça. Não podem sair impunes assim, um grande mal foi feito à sociedade local. Vejam a quantidade de máquinas e veículos interrompendo o fluxo da prefeitura: jamais irão receber. Será que existe um TAC que pague o prejuízo de tanta gente? Eu mesmo trabalhei mais de um ano e nunca recebi um centavo dessa gestão. Conheço bem até por demais todos os meandros da porcaria que convivemos nos últimos quatro anos, uma administração marcada pelo calote, pelo profundo desrespeito para com a justiça e por um sistema de licitação altamente questionável. Não defendo os altos salários, mas eles são uma negociação em que o gestor concorda, tanto que paga. A incompetência faz de nós, reféns. Não tem magia. A fopag inchada também é conveniência, ninguém entrou para trabalhar e receber sozinho, foi negociado, conveniência, repito. Temos um mal maior ai, muitos não querem mexer, cuida-se para ficar tudo como era antes no quartel de Abrantes.
 Quem viver, verá

 

domingo, 13 de novembro de 2016

Como abrir a caixa preta da gestão Valmir



MAIS DOIS MESES














É MUITO tempo e espaço para muito sofrimento ainda a infligir. O atual desgoverno e seus aspones não vão deixar barato para quem os traiu. Assim entendem os digníssimos falando daqueles que ousaram votar contra o sistema. E foram milhares. Mesmo o sistema tendo em troca também milhares, viu a sociedade apontar cinco pessoas para lhe fazer oposição e atrair votos.

As vezes maldosamente falo que a expressiva quantidade de votantes foram motivados pelo valor do voto no mercado negro da corrupção local. Praticamente todos os candidatos gastaram dinheiro comprando votos, numa pratica criminosa tão odiosa quanto os próceres da Operação Lava. Por muito menos Dilma caiu.

Promete-se para a cidade uma secura ainda maior. Os pagamentos foram suspensos. A Agricultura apenas recolhem máquinas, os credores estão apavorados. Ainda está prometido apenas a folha de pagamentos. E a transição que parece empacada num governo que em quatro anos nunca apresentou uma prestação de contas a câmara e nunca respondeu a um mero pedido de extrato da conta corrente do ICMS. É temerário.

Valmir vai deixar uma caixa preta repleta de problemas. Mais um descaminho e muita perda de tempo para prosseguir na gestão a partir de 2017. Não acredito que uma comissão de transição sem apresentar seu plano de trabalho que inclui analise e definição de problemas consiga passar à gestão vindoura informações dignas de governo.

Parauapebas é um gigante bilionário. O legado de Valmir é a desorganização, a desordem e o crime. Esperamos que o próximo saiba conter os problemas gravíssimos que vai receber e que dê o passo seguinte.

Contratar uma auditoria independente seria o maior acerto. Gostaria de saber que papel o MPE deseja desempenhar nessa miscelânea. Há enormes e insolúveis problemas que necessariamente passarão pela prisão de seus autores. Rolo, rolo, rolo.

Mas há acordos e acordos. O fato é que Parauapebas não suporta mais esses acordos e acertos que esquecem seu povo.

A volta dos vereadores punidos sem julgamento movimenta o imaginário popular. E mais vídeos de delação. Os vereadores pagaram a pele do prefeito, tudo distração para proteger o principal culpado de toda essa bagunça: Valmir da Integral.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Politica em chamas



CÂMARA EM ALVOROÇO







Desde que o vídeos da propina apareceram com fortes imagens da corrupção e envolvendo um empreiteiro que comprou a tudo e a todos aqui, que os vereadores novamente perderam o sossego já escasso. Ora, não passa mais de uma distração em relação ao executivo, podem apostar.

A transferência do juiz para outra localidade é um procedimento normal, Líbio tem um caminho pela frente no qual ele precisa trilhar. O judiciário paraense é competente para tratar de casos de corrupção, que sobram nesse estado esquecido. 

Agora, que novamente Valmir e seus asseclas levam vantagem, é óbvio. Tenta-se puxar para a lama vereadores e pessoas ainda não condenadas, perde-se referencias tais como Bruno, Charles, Maride, até agora fora das especulações perversas. O mensalinho da câmara dos vereadores sempre existiu, em todos os governos depois de Chico das Cortinas. Mas corrupção não atende pelo mesmo nome de Parauapebas.

Finalmente esse empresário umbilicalmente ligado a Valmir da Integral começa a entregar sua quota. Fizeram loucuras os dois com a máquina pública. Finalmente a Operação Filisteu chega ao gabinete, depois de uma antiga e determinante ação na casa do prefeito, no gabinete e em várias secretarias, tendo levado à prisão uma secretaria de uma pasta forte, a educação. 

Precisamos que esse tempo de proteção ao executivo tenha chegado ao fim. A transição é um momento em que o MPE, GAECO e PF devam estar atentos e se possível, exigirem acesso. Não se pode permitir a “continuidade”, especialmente nesse momento da cidade: desemprego, fim do ciclo do minério de ferro e toda sorte de abandono. A posição inicial desses órgãos, quanto a gestão de Parauapebas, vai inibir muita loucura em qualquer grupo que assuma o poder aqui.

Quanto aos problemas dos vereadores eleitos, esperamos que todos paguem justamente o que devem e o que for provado. Especulações mancham reputações duramente construídas e precisamos sempre separar o joio do trigo. 

Não podemos jamais esquecer o tamanho da destruição deixada por Valmir da Integral e seu grupo: Juliana, Odilon, Arenes, Devanir, Major, Ciza, Bruno, Josineto, Brás, Magvalda, Shirlean e tantos outros importantes personagens de Parauapebas. Vai ficar em aberto a destruição e ele vai para casa tranquilo. O rastro de dor e desespero deixado não tem volta. 

A cidade começa uma mudança radical sinalizado pela moçada que quase chegou e que, com tantas quedas de eleitos previsto, vão ocupar cadeira nessa assembleia maluca, alcunha da Câmara de Vereadores de Parauapebas.