quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cadeira do lider desocupada

CONTINUAMOS










Estamos há três meses de uma nova gestão e de novos vereadores e tudo parece ainda estar no mesmo lugar. Talvez não seja culpa dos agentes políticos e nem culpa da sociedade. Ou talvez seja a própria sociedade, povoada unicamente por zumbis apascentados. Será?

O momento realmente precisa de força maior e não sabemos o que seja isto. Os vereadores tentam acertar, vão ouvindo coisas e acabarão se ajeitando até o fim dos mandatos. Não sabemos de seus planos futuros, de sua ambição e de quais caminhos pensam com Parauapebas. 

Receberam o voto da fome e da agonia, estão numa situação que aparentemente não tem como sair dela. Não buscam informações e decididamente não avançam para fora do seu quadrado dourado.

Ficamos aqui, torcendo pela atenção deste ou daquele, com um considerável volume de serviços e préstimos realizados e desfeitos cotidianamente.  Não somos salvadores da pátria e não há estes, sabemos que podemos contribuir vivamente, ajudar na transformação dum ambiente que escolhemos para viver.

As proposições do ecossistema comercial e social do Parauapebas Compra Aqui e do Parauapebas Contrata Aqui não são uma panaceia, mas reorientações necessárias e urgentes para revitalizar nossa autoestima e respeito a legislação e aos legisladores que se disponham a ajudar a transformar a realidade atual. É um momento de todos, empresários, trabalhadores, legislativo, executivo, numa mobilização redentora.

Seria maior se o executivo ouvisse as demandas e realmente se reunissem com o legislativo nesta propositura, baseados no decreto 147 de 2014: compras sustentáveis. 

O alento é o tamanho do nosso orçamento e iniciamos com os recursos públicos porque não podemos obrigar o livre comercio.  E nem faremos algo fechado e de grupelhos, ampla discursão com os agentes interessados e a sociedade deve e terá que ser feita. 

Aguardamos um reposicionamento dos vereadores para saírem de seus quadrados. Sabemos com grande respeito do esforço de alguns, o que admiramos. Acreditamos sinceramente que todos queiram acertar.

Mesmo neste momento de uma gestão ainda aparentemente engessada que não consegue atender ou entregar a demanda absurda que uma cidade devastada encontrou: o quase caos social.

Seguimos em frente. Contato 94 991632168 – exclusiva01@msn.com

domingo, 5 de março de 2017

As perdas infligidas pela ignorancia



CALOTES PATROCINADOS
















Publicamos novamente o texto, oportunizado pela instalação da CPI DO CALOTE na Câmara de Parauapebas. Alertamos que enviados para todos os vereadores da CPI esse texto e não recebemos retorno. O que nos preocupa haja visto a desinformação geral dos mesmos sobre essa realidade e a profundidade desses golpes nas contas da mineradora. É o foco técnico, a prova cabal de que eles não acontecem por acaso. Sabemos que não temos em Parauapebas dados econômicos confiáveis, vivemos baseados em dados dos censos do IBGE e pleiteamos há mais de doze anos uma Secretaria de Assuntos Econômicos, justamente ligado aos vereadores para que possam nivelar seu discurso com o enorme potencial econômico da cidade. Estamos à disposição como consultoria dessa CPI. Não podem fingir que não existimos, nós com mais de quatro milhões de acessos e tendo justamente como clientes grandes empresas e vereadores.

Sempre analisamos os golpes no comercio local e as juntas do trabalho sempre lotadas: é a estratégia econômica da VALE, gerar riqueza para abater no preço internacional do minério, tornando-o mais competitivo frente a transferência liquida de riqueza dos seus fornecedores para seu estoque de capitais e produtos.

Estudamos as diversificadas formas da poderosa mineradora quebrar seus prestadores de serviços ainda na década de 90, quando a Integral, à frente Pavão (o vereador ainda quase menino) e seu patrão, Valmir da Integral me contatou em Carajás para descobrir porque não ganhavam dinheiro de jeito nenhum trabalhando para a Vale.

Analisando os contratos descobri naquele tempo detalhes preocupantes: a – num ambiente de inflação galopante a VALE acertava contratualmente a média dos três últimos meses, numa atitude de perversidade técnica, obrigando as empresas entregarem o patrimônio de seus proprietários na forma de reposição inflacionária, b- o gerenciamento de recursos, na época as ferramentas e outros materiais eram fornecidos pela VALE, que impunha a lotação de pessoal nos seus pátios e os mesmos ficavam esperando a liberação de ferramentas e materiais, num caos gerencial comandado pelo escalão mineiro e o qual cedia para quem os “agradasse mais” e c) como os atrasos no deposito das notas fiscais, cujos fornecedores ficavam malucos e os empregados nunca sabiam quando receberiam por seus serviços.

Os tempos passaram, veio a ISSO 9000 e muito arranjo foi feito, muito esforço entregue, mas a perversidade de homens magoados não mudou.

Fazendo nova análise de como uma mineradora de classe mundial, com sucessivos recordes de produção e embarques poderia permitir no seu quintal tamanho desrespeito com sua principal cadeira de suprimentos – a social, pois são empresas instaladas aqui, na sua cidade, fizemos a descoberta mais cruel e paralisante: havia uma estrutura de calote, em que a companhia aplicava pesadas multas e cobrava no faturamento, além de atrasar pagamentos, alternando atas a seu bel prazer e insistindo em não pagar as empresas por até 60% de sua produção, forçando-as a irem embora sem entregar o contratado, ficando o calote e o descrédito das mesmas.

O calote não é culpa das empreiteiras. O calote é dado pela VALE através das empreiteiras, como explico detalhadamente no meu livro MANUFATURA: contrato pelo menor preço, pagar sempre uma parte maior dos serviços pelo menor preço, a contratada não consegue honrar seus compromissos, ela a despensa e contrata outras, que dá prosseguimento. Uma obra de 1000, sai ao final de três empresas, por apenas 600 a 800.  

Esse ganho é incorporado na produção, reduzindo custos e barateando o produto minério. É uma forma covarde e impressionante de gerenciamento da produção mineral, pela desumanidade e sandice. 

Posso apresentar o quadro detalhado desse recurso espúrio para a CPI, passa da hora da cidade ajustar suas contas com a VALE.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Vamos começar tarde: REAJA PARAUAPEBAS!

TEMPOS DIFÍCEIS








Precisamos que os vereadores apoiem o movimento REAJA PARAUAPEBAS!


A reabertura dos serviços parlamentares vieram em boa hora. A cidade agoniza na fome, desemprego e quase desesperança. Ainda não temos norte ou podemos ver algo que possa nos guiar além da escuridão.

Reconhecemos que esforços estão sendo feitos, mas ainda não temos um líder, dentro ou fora da política que possa conduzir esse aglomerado para além da inercia.

E como são grupos fechados, naturalmente egoístas, preferem nem ouvir os “outros” dentre os quais nos colocamos. Temos ideia e meios, buscamos recursos para ajudar a cidade a sair da zona obscura. Mas as “forças locais’ não querem nos ouvir. E pronto!

Acreditam ingenuamente que nosso problema é coisa fácil. Esquecem rapidamente dos últimos quatro anos em que a cidade virou um canteiro de obras e ainda assim não restou centavos à economia local. E ao quadro de empregos local.

Os novos vereadores entram com a mesma morosidade peculiar ao parlamento de cidade do interior. Apesar dos discursos não tem norte, não sabem ou não querem novas ideias, tentativas, aberturas.

Criamos um programa de governo em que apenas com fortes incentivos lastreados num orçamento de mais de um bilhão, poder gerar milhares de postos de trabalho em quatro anos. Ainda não fomos ouvidos...

Ou melhor, sim.  Parcialmente e com muita má vontade.

O que sabemos é que, com as mesmas práticas e posturas de todas as legislaturas anteriores, exceto por retirarem em parte a cortina de vidros, esse legislativo tem tudo para mostrar mais uma vez que farão apenas figurativo.

O que lamentamos, pois amamos essa cidade, apenas não acreditamos nes$a democracia.

Bem-vindo novos vereadores!


próxima postagem: Por que precisamos que os vereadores apoiem REAJA PARAUAPEBAS!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Algo que não se renova



NOVOS NAVEGANTES!
NOVOS?










 

Retornamos à roda do tempo. Não há diferenças além da ação humana. Negociada, pensada. Os fatos políticos são as posses de prefeitos e vereadores, em muitos lugares, rostos diversos, corações iguais. Absolutamente iguais. Poucos estão focados no coletivo. A maioria representando apenas seus interesses imediatos e quando muito, de seus entes próximos.

É um modelo esgotado, mas que ainda não temos melhor. Ou nossa sociedade não permite alterações, apenas as mínimas.

Queria ter a tranquilidade desse salário que todos passam a contar dentro de trinta dias. Mas não será possível, os postos são limitados, a vaga custa fortunas. Essas eleições deram uma sobrevida a Parauapebas, agora vamos ver. A horda de desempregados, de sem nada já fez o pagamento, votaram.

Esperamos muito pouco dessa turma que chega. Realmente não esperamos algo substancial, mesmo porque todos apresentaram as mesmas propostas, a e a metade já passaram quatro anos de estúpida bestialidade.

Manterão a mesma estrutura e sequer vão querer ouvir ou pensar em algo novo, que rompa os limites de sua compreensão do que é ser vereador e do que é viver numa cidade que legislam sobre ela e sequer conhecem suas métricas e dados sobre potencial e possibilidades.

Apresentamos todos os anos novas potencialidades, há doze anos, apresentamos e nada. Vemos uma câmara de vereadores cada vez mais fechada em si, mais limitada e fazer um jogo que não lhes compete, administrar o executivo.

O instituto da câmara, nossa secretaria de assuntos econômicos, já morto, porque foram incapazes de nos chamar para ergue-lo. 

Seus contadores e advogados fizeram a casa ruir e quase destruíram o ambiente, mas continuarão lá.

Sei que podemos fazer muito melhor, mas a despeito de todos os erros e mancadas manterão os mesmos, é de praxe e sabemos disso  há décadas.

São mimosas sensíveis e não tem a brutalidade argêntea das coisas que transformam o mundo: vento, erupções, tempestades, mares e desertos, cheias e vazantes. São apenas seixos inertes.

Mais uma vez apresentaremos a todos ideias, modos novos e mais uma vez não seremos chamados, mas vamos entregar.