terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pesquisas falsas, a sociedade perde



PESQUISA ELEITORAL
É COISA SÉRIA
Aliás, qualquer estudo ou analise que possa induzir, deduzir ou levar a um resultado esperado, deve e precisa ser tratado com o devido respeito e seriedade.











                             Nossa empresa em entrevista na Rádio Terra, em agosto quando tivemos a oportunidade de discutir 
                                                                             Pesquisa eleitoral e modelagem social
 


A DECISAO DO REGISTRO DE pesquisa eleitoral previamente no TRE e a obrigação da assinatura de um Estatístico serviram como limitadores para toda sorte de malandragem se instalar no pais. IBOPE, DATAFOLHA, DOXA e tantos outros entraram num mercado espetacular, que aos poucos foi se tornando viciado. Não pela ação dos pequenos, dos que não podiam pagar um estatístico, mas justamente dos grandes que, com o tempo passaram a ter alguma credibilidade e passaram a atender “pedidos” dos seus contratantes.

Afinal, num pais de acaso e descarada malandragem, quem consome previsibilidade? A quem interessa realmente a situação desse ou daquele, senão o acaso do voto, a percepção do tolo que “não quer perder seu voto”. Ainda assim pensam os políticos. As massas já saíram dessa, prova é o numero a cada eleição maior dos que não votam. Então, o voto útil é o voto em quem está na frente nas pesquisas? Pensamento da velha política.

Para não citar os milhares de casos que as pesquisas apontaram errado. Estavam em primeiro apenas por conta do instituto, não pela vontade dos eleitores.

Mas aqui parece não importar. Pesquisa, toda e qualquer pesquisa estatística precisa de série, precisa de lisura e precisa de escolha acertada dos elementos da AMOSTRA. O segredo é o tamanho da amostra. É sobre esse tamanho de amostra que se reduz a margem de erro ou aumenta a possibilidade de acerto. 

E há regras estatísticas, baseadas na longa história do modelo, que estabelece o tamanho das amostras. Especialmente num ambiente eleitoral. Não é a quantidade de “pesquisas” o que impacta o custo de uma oba pesquisa é a escolha do modelo e dos elementos da amostra. É um trabalho delicado e que exige conhecimento do espaço e dos objetivos da pesquisa.

Estamos há anos assistindo a invasão dos institutos alienígenas fazendo pesquisas de fundo de quintal, apontado caminhos diversos. É muito sério porque quebra o contrato social e desacredita a todos.

A EXCLUSIVA CONSULTORIA foi a primeira empresa a fazer uma pesquisa eleitoral em Parauapebas, ainda em 1992, quando da eleição fantasma da Bel. Naquele momento descobrimos a força de Evaldo e Nei e detectamos Cláudio Almeida. Ali cravamos que Meire Vaz seria derrotada pelo nome do Faisal e não pela imagem da Bel, uma desconhecida, ainda e nem agora, política.

De lá pra cá, acertamos em todas as pesquisas e todas foram realizadas dentro dos mais duros parâmetros de uma medição social: isenção, rigor no método e não negociação de resultado. Nesta eleição, apenas um político contratou nossos serviços, fizemos três medições para sua campanha, o FOCUS GROUP, a ANÁLISE PROFUNDA DE PERSONALIDADE e a PESQUISA ESTRUTURADA POR AGRUPAMENTOS. São poderosas ferramentas de análise social e estatística que apontam com estreita margem de erro um possível resultado dada a manutenção da situação atual e a perspectiva do cliente. Então a comunidade está evoluindo. São ferramentas de análise sofisticadas e nenhum grupo deveria contratar apenas a PESQUISA DE OPINIÃO. Elas não são infalíveis, são instrumentos de situação e podem induzir a erros graves. O mais grave deles é a SÍNDROME DO AVESTRUZ, o resultado gritar e todos entocarem a cabeça.

Pesquisa eleitoral é para consumo interno. É para análise e planejamento, para definir estratégias, para se conhecer e se tornar conhecido, focando em pontos falhos e espaços vazios. Pesquisa eleitoral nunca deveria ter se tornando ferramenta de marketing eleitoral. É pernicioso para a sociedade, fez a ferramenta tornar-se uma mercadoria. Os institutos vendem abertamente resultados, não mais importam com sua credibilidade, apenas querem faturar.

E mais, nunca você pode ou deve fazer sua própria pesquisa. Sua mente ou “vontade” vai influenciar o resultado. Acontece até na física, na química, quanto mais na matemática social. Pesquisas baratas e com amostra pré-definidas também não servem. Deixe a empresa trabalhar, o resultado que você imagina não foi combinado com ninguém. Achar é muito fácil, qualquer percentual de milhares, é milhares, então sua impressão não serve. Doxa e seus congêneres ganharam mercado porque fazem barato: não conhecem a realidade de cada cidade onde entram, seus custos e seus currais. 

A legislação deve mudar. O TSE ou sai da frente ou contrata alguém para definir parâmetros de igualdade e credibilidade. Divulgar no seu site apenas legitima o errado, o fake. Desmoraliza a instituição, o legislador, as empresas de pesquisa e a própria ferramenta pesquisa.

O IBOPE foi contratado pelo PT de Darci na última eleição. Chutou resultado favorecendo a chapa Coutinho-Bel e deu no que deu. Naquele momento analisando o próprio resultado do IBOPE demonstramos os erros e publicamos em 23 de setembro quem seria o próximo prefeito de Parauapebas. Está publicado há quatro anos. 

Portanto, sabemos também nesse momento quem é o prefeito de Parauapebas em 2017. Não temos mais futuro e não vemos o futuro como algo que vai acontecer. O futuro para nós é apenas a projeção do passado. Portanto essa eleição foi ganha lá atrás. O espaço de manobra é muito pequeno para os grupos tentarem reverter esse quadro. Não estão na temperatura e na velocidade necessárias para quebrar a inércia.

Os modelos estatísticos de hoje, com todos os recursos que temos evitam o desperdício de dinheiro e energia, apontando quase certezas ou meios de alterar as certezas. Mas precisa da lisura da técnica. É isso que estamos perdendo quando utilizamos pesquisas como ferramenta de marketing e propaganda.


Nossos comentários nas redes sociais:

Sol do Carajás
Realmente essas pesquisas, na sua grande maioria, com margens de erro enormes apenas dão uma ideia de como vamos conviver com a merda do controle do judiciário sobre pesquisa de opinião. O intuito é claro, burlar a legislação e enganar os eleitores. Quando falo que uma pesquisa de 7 mil é barata demais, vê-se o IBOPE cobrando 36 mil para 301 eleitores. Cobramos 25 mil para 1309 eleitores. E estamos com dificuldade para fazer aqui. Porque historicamente a EXCLUSIVA não negocia resultado. Na primeira eleição de DARCI, acertamos até a dezena dos votos. E assim foram ao longo dos anos até a malandragem e o engodo vencerem na política local. Com esta amostra é impossível, estão acertando pelo erro. Em todas as pesquisas que pegamos até agora para analisar, a marem de erro corrigida era de 10,9%, portando totalmente inválida. Gostaria que você Lindolfo, publicasse isso. Estamos a disposição para maiores esclarecimento. Temos mais material de análise no targetpm.blogspot.com.

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A PF, o MPE deve e tem que entrar nesse "negocio" de pesquisa eleitoral para investigar. Claro está que um candidato com o nível de rejeição de Valmir jamais teria alcançado a liderança nessa altura. Darci está à frente há mais de ano. Estatisticamente não é possível, foi manipulada a pedido, seguramente foi vendido o resultado. Desafio contraprova e auditoria. É o período técnico de crescimento do segundo e terceiro, que também se encaminham para o teto de crescimento. Quem mais cresce é justamente Marcelo Catalão. Portanto merece denuncia mais esse crime cometido contra a população de Parauapebas. Aliás, a bem da verdade, a este reduzido público do face e internet, já que 60% dos eleitores não estão nem ai para esses factoides. Essa eleição vai ser decidida em 2 de outubro. E não serão essas pesquisas fake que decidirão. Leia mais em camarapebas.blogspot.com

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Redução de salários de todos: prefeito, vereadores e primeiro escalão

SALARIO ZERO,
Radicalizamos ainda mais







Parabéns Rui. Sua mente é muito distante desse pessoal medíocre. Suas intenções, apesar de sabermos que depois lá dentro tudo será diferente mesmo porque há antagonismos e nem todos pensam igual, é uma questão mais moral e histórica numa sociedade em que seus membros querem levar vantagem em tudo.
HOMENS e mulheres altruístas a ponto de entenderem o privilégio de serem vereadores. São patrocinados apenas pelo que trabalham, igual a todos trabalhadores. Ou o mesmo salário dos professores que realmente são o futuro do país. Mero sonho, mero achincalhe. Jamais, uma sociedade corrupta e mal nascida como a nossa conviveria com tal sonho.

Rui Vassourinha, visionário e pioneiro em abrir picadas, sugere e cria um movimento pré-eleitoral e recebe de volta o ódio dos acomodados. Claro, fazer política sem vantagens é impossível. Diz a teoria Cabe destacar a cartilha teórica sobre comportamento eleitoral – modelo econômico. Os pressupostos teóricos para uma explicação económica do comportamento eleitoral foram apresentados por Anthony Downs (1957)  na obra “An Economic Theory of Democracy”. Esta teoria é habitualmente referenciada como teoria da escolha racional (rational choice theory). Trata-se de uma tentativa de explicar o comportamento político tendo como ponto de partida os trabalhos realizados no âmbito da economia política por Kenneth Arrow (1951; 1986) em que se relacionam parâmetros económicos — recursos, bens e tecnologia — com um resultado ou escolha. O pressuposto é simples: se as hipóteses de escolha racional são capazes de explicar o funcionamento do mercado, então também podem explicar o funcionamento político. Estabelece-se uma analogia directa entre consumidores e votantes e entre empresas e partidos políticos. Se as empresas procuram maximizar os ganhos e os consumidores agem no sentido de maximizar a utilidade podemos, então teorizar no sentido de que os eleitores procuram maximizar a utilidade do seu voto enquanto os partidos agem no sentido de maximizar os ganhos eleitorais obtidos com as suas propostas políticas. ... ok, como não temos tempo, vamos pela

“Consistência
A racionalidade do sistema político deriva do facto de os eleitores, os partidos políticos e o governo terem sempre disponíveis várias opções de escolha interligadas e que podem ser ordenadas da mais à menos favorável. A ordem das preferências das opções é transitiva de modo que se o sujeito prefere A a B e B a C então também prefere A a C (Downs, 1957).
De acordo com esta abordagem, quando colocados perante duas alternativas os sujeitos racionais comparam os benefícios esperados em cada uma das opções. Nos casos de escolha eleitoral, comparam os resultados esperados pela eleição do partido no governo, com a expectativa de ganhos no caso
de vencer o partido opositor. Se o diferencial entre estes dois valores for positivo votarão no partido do governo. Se o diferencial for negativo votarão no partido da oposição. Nos casos em que o valor for igual a zero abster-se-ão de votar.
A escolha racional pressupõe, portanto, que é possível fazer previsões sobre o comportamento dos outros sujeitos, dos partidos políticos e do governo e compará-las. A questão que se coloca é a de saber como é que os sujeitos calculam o valor esperado em cada uma das alternativas. Se em relação ao partido do governo poderão calcular o valor esperado em função da acção anterior desse partido, assumindo que haverá continuidade da política exercida enquanto esteve no governo, já no que diz respeito ao partido da oposição não dispõem de um indicador da mesma natureza. Em relação a estes últimos, os únicos indicadores disponíveis resultam da avaliação que o sujeito faz daquilo que esses partidos dizem que vão fazer ou, em alternativa, da conjectura sobre aquilo que poderiam ter feito se tivessem sido eles a estar no governo. Uma vez que a teoria admite que a comparação racional é aquela que se faz usando como termo de comparação a mesma unidade de tempo, ou seja, o mandato que termina, então, o  eleitor compara a realização do partido do governo com aquilo que se supõe que cada partido da oposição teria feito se fosse ele a estar no governo.
É claro que o cálculo do diferencial entre os ganhos previsíveis pela opção nos diferentes partidos só pode ser feito se assumirmos que os partidos são responsáveis e confiáveis, ou seja, que existe consistência no seu comportamento. Se não se verificar a condição de consistência em relação aos partidos políticos e ao governo, tal situação leva à impossibilidade de escolha racional e, em consequência, ao colapso do sistema democrático. (exerto retirado de Antunes, R. J. S. (2008). Identificação partidária e comportamento eleitoral: Factores estruturais, atitudes e mudanças no sentido de voto. Coimbra: Universidade de Coimbra [tese de doutoramento] (pp. 33-42) e de Antunes, R.J.S. (2010). Theoretical models of voting behaviorExedra, 4, 145-170. “
Nossa intenção é elucidar esta crença de que o interesse pessoal sobrepõe e não pensamos no coletivo apenas. É esta a razão da superioridade dos grupos de poder na sua perpetuação. Se esta bom, para que mudar?
Então não falemos em altruísmo ou princípios. Falemos de egoísmo e sede de poder. É o que enxergarmos a cada dois anos: aparecem do nada, com todo o cinismo e malandragem, pedem votos, fazem promessas, abraçam crianças. Ganham um cheque em branco e se recolhem, fazem negociata, enriquecem e depois novamente. Tolos  dos que votam. Isso não é democracia  nem igualdade.