quinta-feira, 23 de julho de 2020

Petrobras aprova pagamento de R$ 1,7 bilhão a acionistas

Decisão foi tomada em assembleia geral ordinária

https://imagens.ebc.com.br/soTRBhnPJutwWVbl-dgZdUPhvaE=/1170x700/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/_abr5019.jpg?itok=SaLZuy1x

A Petrobras aprovou o pagamento de dividendos no valor de R$ 1,7 bilhão para as ações ordinárias da empresa e de R$ 2,5 milhões para ações preferenciais.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1312122&o=node

A decisão foi tomada em assembleia geral ordinária, realizada ontem (22), no Rio  de Janeiro, com base no resultado anual de 2019 e na variação da taxa Selic nos sete primeiros meses do ano (até 22 de julho).

Com isso, o pagamento será de R$ 0,238069 por ação ordinária e de R$ 0,000457 por ação preferencial. O pagamento do dividendo será realizado em 15 de dezembro deste ano.

Mais informações podem ser obtidas no site da Petrobras.


Edição: Kleber Sampaio

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Parauapebas autoriza o retorno de eventos religiosos e da educação infantil na rede particular de ensino

Em decreto publicado nesta quarta-feira (15), o município apresenta uma série de exigências para o retorno das atividades presenciais de escolas e igrejas





A Prefeitura de Parauapebas publicou, nesta quarta-feira (15), o Decreto Nº 753, assinado no dia anterior pelo prefeito Darci Lermen, que dispõe sobre medidas temporárias de distanciamento controlado, visando a prevenção e o enfrentamento à pandemia da Covid-19 no município, e libera o retorno das escolas particulares de educação infantil e creches, assim como cultos, missas e eventos religiosos. O documento altera o Decreto N° 555, de 1º de junho.

A liberação está autorizada a partir desta quarta-feira, no entanto, o decreto define uma série de exigências para que os estabelecimentos voltem a funcionar. No caso das escolas e creches, o documento estipula que as unidades de ensino podem retornar às suas atividades, desde que atendam a várias determinações.

Entre elas, estão a realização de triagem na entrada da escola, com aferição de temperatura, uso de tapetes com solução higienizadora para limpeza dos calçados e higienização das mãos com álcool em gel. Além disso, não devem ser permitidas atividades em grupo e saídas das salas nos intervalos – salvo a possibilidade de saídas coletivas com revezamento de horários para a alimentação; nem a presença de pessoas que não estejam realizando atividades curriculares ou sejam colaboradoras da escola. 

Faz-se necessária a sinalização no piso, com rotas dentro das escolas, para orientar os alunos no distanciamento entre si, e ainda, o estabelecimento de horários alternados para a entrada e saída das turmas.

Deverá ser proibido o uso de brinquedos coletivos e disponibilizadas mídias promovendo rotinas de higienização para os alunos e funcionários, além da divulgação de campanhas publicitárias sobre a prevenção à Covid-19 no ambiente escolar. Finalmente, as escolas deverão disponibilizar ambiente para o isolamento imediato de aluno com sintomas característicos da doença antes do encaminhamento para casa, condicionando o seu retorno à apresentação de laudo médico.

Quanto aos cultos, missas e outros eventos religiosos, também estão autorizados desde que sejam cumpridas certas determinações: o público deve corresponder a até 50% da capacidade total do local, sendo respeitada a distância mínima de 1,5 metro entre as pessoas. O uso de máscara é obrigatório, assim como o fornecimento de alternativas de higienização aos participantes, como água e sabão ou álcool em gel 70%.

Em relação às escolas infantis e creches, o decreto ressalta que foi levada em “consideração à necessidade premente de retomada da economia local, pleno emprego e bem-estar social cumulado com o direito fundamental à saúde, à luz dos postulados da razoabilidade e proporcionalidade, todos com base constitucional; e considerando a necessidade da retomada gradual e progressiva das atividades econômicas locais, bem como a possibilidade de restabelecimento das regras de limitação no caso conforme as circunstâncias sanitárias e de saúde locais o exijam”.

O documento frisa ainda que foi considerado “o pleito dos mantenedores das escolas particulares de Parauapebas e a necessidade de manter as crianças acolhidas para que os pais possam retornar ao trabalho”. O município reforça que a decisão foi tomada balizada pelos “indicadores atuais e o panorama das ações de saúde, inclusive com o aumento da capacidade de atendimento do sistema de saúde do município de Parauapebas”.

Está mantida, no entanto, a proibição de aula ou atividades presenciais às demais unidades de ensino da rede privada do município, salvo, além da educação infantil, cursos técnicos, profissionalizantes, livres e de idiomas em salas de aula.

O Comitê Técnico-Científico do Município, que trata das medidas preventivas à Covid-19, também deu parecer favorável ao pleito da Associação dos Mantenedores das Escolas Particulares de Parauapebas (AMEPP), para o retorno das atividades escolares e cursinhos pré-vestibulares, bem como faculdades no município para o início de agosto, caso a epidemia mantenha-se sob controle, do ponto de vista de pressão sobre o sistema de saúde.

Segundo o parecer do Comitê, o retorno gradual das atividades econômicas, educacionais e sociais no município se faz necessário para que não se tenha uma eventual segunda onda de infectados que possa levar o sistema de saúde tanto público como privado ao colapso, com o consequente risco de pessoas com doenças graves não receberem a devida assistência.

“Nesse sentido, a retomada de tais atividades gradualmente, nos permite, após dia avaliar a evolução da epidemia no município (aumento do número de casos, taxa de ocupação dos leitos dos hospitais etc.), o que por sua vez nos dá segurança, avançar para uma próxima etapa da flexibilização do isolamento social,” diz o parecer, que apresentou ainda gráficos da evolução e taxa de ocupação dos leitos hospitalares na cidade.Segundo o documento, a taxa de ocupação dos leitos do Hospital Geral de Parauapebas (HGP) segue abaixo de 70% na maior parte do tempo, desde o início da flexibilização do isolamento social. (Tina Santos)


Noticia: ze dudu

quarta-feira, 27 de maio de 2020

Parauapebas

Parauapebas registra mais 160 novos casos de Covid-19 e uma morte nesta terça-feira



A Prefeitura informa que nesta terça-feira, 26, Parauapebas registra 160 novos casos de pacientes diagnosticados com a Covid-19, por meio de teste rápido e PCR. Houve ainda um óbito – Homem de 37 anos, hipertenso. Estava internado em UTI particular.

Relação dos pacientes confirmados hoje, 26.


1-Homem de 26 anos.   Isolamento domiciliar.

2-Homem de 39 anos.   Isolamento domiciliar.

3-Homem de 60 anos. Isolamento domiciliar.

4-Homem de 28 anos. Isolamento domiciliar.

5-Homem de 24 anos. Isolamento domiciliar.

6-Homem  de 39 anos. Isolamento domiciliar

7-Homem de 34 anos. Isolamento domiciliar.

8-Homem de 55 anos. Isolamento domiciliar.

9-Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

10-Homem de 48 anos. Isolamento domiciliar.

11-Homem de 33 anos. Isolamento domiciliar.

12-Homem de 34 anos. Isolamento domiciliar.

13-Homem de 24 anos. Isolamento domiciliar.

14- Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

15- Homem de 44 anos. Isolamento domiciliar.

16-Homem  de 31 anos. Isolamento domiciliar.

17-Homem de 35 anos. Isolamento domiciliar.

18- Homem  de 34 anos. Isolamento domiciliar.

19-Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

20-Homem de 40 anos. Isolamento domiciliar.

21-Homem de 40 anos. Isolamento domiciliar.

22-Homem de 40 anos. Isolamento domiciliar.

23-Mulher  de 47 anos. Isolamento domiciliar.

24-Homem de 36 anos. Isolamento domiciliar.

25-Homem de 22 anos. Isolamento domiciliar.

26-Homem de 39 anos. Isolamento domiciliar.

27-Mulher de 48 anos.  Isolamento domiciliar.

28-Homem  de 35 anos. Isolamento domiciliar.

29-Homem  de 35 anos. Isolamento domiciliar.

30-Homem de 35 anos. Isolamento domiciliar.

31-Homem de 45 anos. Isolamento domiciliar.

32-Homem de 50 anos. Isolamento domiciliar.

33-Homem de 47 anos. Isolamento domiciliar.

34-Homem de 35 anos. Isolamento domiciliar.

35-Homem de 42 anos. Isolamento domiciliar.

36-Homem de 47 anos. Isolamento domiciliar.

37-Homem de 26 anos. Isolamento domiciliar.

38-Homem de 34 anos. Isolamento domiciliar.

39-Homem de 45 anos. Isolamento domiciliar.

40-Homem de 27 anos. Isolamento domiciliar.

41-Homem de 34 anos. Isolamento domiciliar.

42-Homem  de 22 anos. Isolamento domiciliar.

43- Homem de 49 anos. Isolamento domiciliar.

44-Homem  de 28 anos. Isolamento domiciliar.

45-Homem de 51 anos. Isolamento domiciliar.

45-Homem de 26 anos. Isolamento domiciliar.

45-Homem de 48 anos. Isolamento domiciliar.

46-Homem de 26 anos. Isolamento domiciliar.

47-Homem de 48 anos. Isolamento domiciliar.

48-Homem de 26 anos. Isolamento domiciliar.

49-Homem  de 40 anos. Isolamento domiciliar.

50-Homem de 32 anos. Isolamento domiciliar.

51-Homem de 39 anos. Isolamento domiciliar.

52-Homem de 25 anos. Isolamento domiciliar.

53-Homem de 26 anos. Isolamento domiciliar.

54-Homem  de 50 anos. Isolamento domiciliar.

55-Homem de 41 anos. Isolamento domiciliar.

56-Homem  de 38 anos. Isolamento domiciliar.

57- Homem  de 28 anos. Isolamento domiciliar.

58-Homem de 25 anos. Isolamento domiciliar.

59-Homem  de 29 anos. Isolamento domiciliar.

60-Homem de 26 anos. Isolamento domiciliar.

61-Homem de 41 anos. Isolamento domiciliar.

62-Homem de 27 anos. Isolamento domiciliar.

63-Homem  de 39 anos. Isolamento domiciliar.

64-Homem  de 27 anos. Isolamento domiciliar.

65-Homem de 32 anos. Isolamento domiciliar.

66-Homem de 35 anos. Isolamento domiciliar.

67-Homem  de 24 anos. Isolamento domiciliar.

68-Mulher de 46 anos. Isolamento domiciliar.

69-Homem de 23 anos. Isolamento domiciliar.

70-Homem de 25 anos. Isolamento domiciliar.

71-Homem  de 36 anos. Isolamento domiciliar.

72-Mulher de 32 anos. Isolamento domiciliar.

73-Homem  de 35 anos. Isolamento domiciliar.

74-Homem  de 38 anos. Isolamento domiciliar.

75-Homem de 37 anos. Isolamento domiciliar.

76-Mulher de 29 anos. Isolamento domiciliar.

77-Homem de 50 anos. Isolamento domiciliar.

78-Homem de 42 anos. Isolamento domiciliar.

79- Homem de 57 anos. Isolamento domiciliar.

80-Homem  de 35 anos. Isolamento domiciliar.

81-Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

82-Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

83-Homem  de 38 anos. Isolamento domiciliar.

84-Homem  de 34 anos. Isolamento domiciliar.

85-Homem de 33 anos. Isolamento domiciliar.

86-Homem de 30 anos. Isolamento domiciliar.

87-Homem de 35 anos. Isolamento domiciliar.

88-Homem  de 31 anos. Isolamento domiciliar.

89-Homem de 33 anos. Isolamento domiciliar.

90-Homem de 36 anos. Isolamento domiciliar.

91-Homem de 51 anos. Isolamento domiciliar.

92-Homem  de 27 anos. Isolamento domiciliar.

93-Homem de 27 anos. Isolamento domiciliar.

94-Homem de 19 anos. Isolamento domiciliar.

95-Homem de 36 anos. Isolamento domiciliar.

96-Homem de 34 anos. Isolamento domiciliar.

97-Homem de 39 anos. Isolamento domiciliar.

98-Homem de 43 anos. Isolamento domiciliar.

99-Homem de 49 anos . Isolamento domiciliar.

100-Homem de 31 anos. Isolamento domiciliar.

101-Homem de 50 anos. Isolamento domiciliar.

102- Homem de 30 anos . Isolamento domiciliar.

103-Homem de 32 anos. Isolamento domiciliar.

104-Homem de 44 anos. Isolamento domiciliar.

105-Homem de 29 anos. Isolamento domiciliar.

106-Homem de 41 anos. Isolamento domiciliar.

107-Homem de 35 anos. Isolamento domiciliar.

108-Homem de 35 anos. Isolamento domiciliar.

109-Homem de 40 anos. Isolamento domiciliar.

110-Homem de 41 anos. Isolamento domiciliar.

111-Homem de 37 anos. Isolamento domiciliar.

112-Homem de 29 anos. Isolamento domiciliar.

113-Homem de 30 anos. Isolamento domiciliar.

115-Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

116-Homem de 44 anos. Isolamento domiciliar.

117-Homem de 25 anos. Isolamento domiciliar.

118-Homem de 32 anos. Isolamento domiciliar.

119- Homem de 42 anos. Isolamento domiciliar.

120-Homem de 35 anos. Isolamento domiciliar.

121-Homem de 36 anos. Isolamento domiciliar.

122-Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

123-Homem de 39 anos. Isolamento domiciliar.

124-Homem de 40 anos. Isolamento domiciliar.

125- Mulher de 33 anos. Isolamento domiciliar.

126-Homem de 36 anos. Isolamento domiciliar.

127-Homem de 45 anos. Isolamento domiciliar.

128- Homem de 7 anos. Isolamento domiciliar.

129-Mulher de 43 anos. Isolamento domiciliar.

130-Mulher de 33 anos. Isolamento domiciliar.

131-Mulher  de 41 anos. Isolamento domiciliar.

132-Mulher de 33 anos. Isolamento domiciliar.

133-Mulher de 32 anos. Isolamento domiciliar.

134-Mulher de 30 anos. Isolamento domiciliar.

135-Homem de 21 anos. Isolamento domiciliar.

136-Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

137-Mulher de 29 anos. Isolamento domiciliar.

138-Mulher de 30 anos. Isolamento domiciliar.

PCR PARTICULAR

140-Homem de 29 anos. Isolamento domiciliar.

141-Homem de 31 anos. Isolamento domiciliar.

142-Homem de 53 anos. Isolamento domiciliar.

143-Homem de 45 anos. Isolamento domiciliar.

144-Homem de 36 anos. Isolamento domiciliar.

145-Homem de 34 anos. Isolamento domiciliar.

146-Homem de 39 anos. Isolamento domiciliar.

147-Mulher  de 24 anos. Isolamento domiciliar.

148-Homem de 31 anos. Isolamento domiciliar.

149-Homem  de 29 anos. Isolamento domiciliar.

150-Homem de 28 anos. Isolamento domiciliar.

151-Homem de 38 anos. Isolamento domiciliar.

152-Mulher de 39 anos. Internada.

153-Homem de 55 anos. Internado.

154-Mulher de 36 anos. Internada.

155-Homem de 51 anos. Internado.

156-Homem de 37anos. Internada.

157-Criança de 1 ano. Internada .

158-Homem de 65 anos. Internado em UTI.

159-Homem de 50 anos. Internado em UTI .

160-Homem de 57 anos. Internado em UTI.





quinta-feira, 16 de abril de 2020

COVID 19 e TRAGÉDIAS

Temos tecnologia e ciência para conter um retrovírus, porque não estamos usando? Uma cidade isolada não precisa passar pelo que iremos sofrer. As grandes crises requerem a ação de grandes homens, líderes que mereçam ter o epiteto. Numa sociedade em que anões morais governam tudo está em slow motion, tudo propositalmente lento demais, cenográfico demais e com muita dubiedade.




Parauapebas não precisa sacrificar 300 dos seus habitantes pela falta covarde de sua liderança. Podemos fazer a contenção viral, ainda há tempo, mas a gestão precisa se abrir para os outros e ouvir. É hora de salvação e temos um plano de trabalho que pode ajudar a cidade a reduzir danos já que permitiram por preguiça ou desconhecimento o covid 19 se instalar.

Não adianta preparar leitos, comprar ventiladores, construir hospitais de campanha e deixar a tragédia acontecer. Precisamos agir. Não há tempo para hesitações ou gastos sem direção, talento e estratégia.

Vejam porque escrevo algo que me deprime e me assusta: pela pantomina dos fatos, pela posição de quem pagamos caro para cuidar de nós.

Esses acontecimentos iniciam segunda feira, dia 14 de abril:

Desde segunda feira, um paciente que chegou de São Luís, em casa com todos os sintomas do Covid 19, todos, procurou atendimento no plano de saúde, receitou medicamento, não deu diagnostico e o enviou para casa,

Esse paciente é um amigo, trabalha numa grande empresa, é branco, inteligente e tem esposa e filhos,

Durante toda a noite de segunda pra terça, os incômodos continuaram, vômitos, dor de cabeça, febre e continuam o dia todo, enquanto faço as seguintes tentativas todas em vão:

Ligo para uma enfermeira conceituada e respeitada na comunidade, nada. Suas recomendações são para o paciente ir ao hospital.

Quando falo que é para onde ele não deve ir, ela pede um tempo.
Retorna mandando eu ligar pra o SAMU, PORQUE HÃO HÁ NENHUMA LOGÍSTICA OU PENSAMENTO OU ESTRUTURA PARA ATENDIMENTOS QUE NÃO SEJAM NO HOSPITAL. E isso é sério e grave, vejam bem, um hospital que não é exclusivo para o covid 19. Onde todas as pessoas com outros problemas estão,

Onde médicos e pessoal de saúde transitam sem proteção estão. E que para ser transportado vai expor outras pessoas pelo caminho.

Ligo para uma vereadora, pedindo socorro, apresento o problema e peço ajuda. Ela tenta, esforça, mas retorna com a mesma recomendação da enfermeira, para procurar o SAMU.


Percebo nessa segunda tentativa que a ordem é procurar o SAMU que nem controlado pela gestão é. Tudo depende de Marabá, começo então a entender de fato o quanto estamos perdidos e refaço meus cálculos para o quantos irão morrer à míngua em Parauapebas.

Enquanto isso o paciente piora, mais febre, mais vômitos, mais dor de cabeça, dores pelo corpo, desanimo, cansaço. Os remédios receitados por seu plano de saúde já não servem. As dores corporais aumentam.

Apavorado ligo pro prefeito da cidade, através de seu homem de confiança. Que atende e tenta o contato e retorna com a velha desculpa que o mandatário perdeu seu fone e assim não pode atender. Não, não há interesse.

O paciente piora, se isola ainda mais,

Hoje sinto que é o limite, ligo no SAMU em Maraba, de lá controlam as ambulâncias daqui, a ligação ruim, o excesso de perguntas, a mal compreensão da demanda, o desinteresse pela doença, a falta de preparo, o total desrespeito e a ausência de humanidade me fazem desligar e procurar amigos locais,

Recorro a três amigos, que me pediram para não citar seus nomes porque são políticos, candidatos e temem retaliações. Eles tentam e não conseguem fazer nada, O PACIENTE PIORANDO. Um deles entende de SAMU e me explica que o problema é que tudo é controlado por lá e recomenda levar o paciente ao hospital. Impressionante a insistência para o paciente ir justamente para onde não deve, o hospital comum e único da cidade.

Um deles me informa que tem um telefone para esse tipo de caso e me manda falar com o outro, ele me manda um fone, Sema 33461020 – 1778/3809, ligo pro primeiro, cai no hospital municipal, falo do caso, me respondem a mesma coisa, para ir até lá, não tem informações de ambulância interna, ligar SAMU novamente: desespero ante a frieza e falta de preparo em frente a crise de saúde, a atendente me repassa o setor PRÓPRIO, ME DEPARO FALANDO NA VIGILÂNCIA SANITÁRIA. 

Ao falar a atendente um pouco mais preparada me repassa para o CENTRO DE CONTROLE EPIDEMIOLÓGICO, olha bem, cinco setores da prefeitura municipal que não estão nem ai para a crise epidemiológica no município. A ligação cai e não sou atendido novamente.

Depois esses meus amigos, tentando ajudar me repassa mais HMP 33468532/8533 e Centro de Saúde Ocupacional 33463370 que pressinto não adiantar ligar e desisto.

O paciente está esperando no leito, sozinho em casa, eu resolver um veículo para busca-lo, de forma que não contamine mais ninguém, que o busque dentro dos parâmetros da Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde Federal.

Estou quase desistindo e levando o paciente no meu carro, vou fazer mais uma ligação pro SAMU agora no horário de almoço deve ser mais tranquilo e poderei resolver ou ouvir a ligação.

Quando falo em citar os nomes de todos que apareceram aqui, um deles me pede para não citar, porque pode complicar as relações políticas deles aqui. Nem pergunto todos, porque sei a merda que são as relações em Parauapebas.

Ligo novamente no SAMU em Marabá e agora a atendente (outra) faz os procedimentos rapidamente e me repassa ao médico para me atender “porque ela não entende o que vou falar”. ELE atende e de imediato fala que não pode autorizar deslocamentos de ambulâncias e que passará o atendimento para Dr. Fulano esse poderá autorizar.

Mas tenho a mais amarga surpresa dessa manhã, ele me pergunta se sou o paciente, digo não, ele pergunta se estou próximo ao paciente, digo que lógico que não, o paciente esteve em São Luiz, chegou de lá há quatorze dias e está doente e acamado, logico que eu nem poderia estar próximo, ele insiste E COVARDEMENTE DECRETA QUE poderia atender somente se falasse com o paciente ou se o mesmo ligasse para pedir socorro.

Não acreditando comento que desse jeito estamos perdidos e ele confirma pra mim:  sim, muita gente vai morrer mesmo. Mas só atende se o próprio paciente ligar.

Penso e se o paciente estiver morto, mas percebo que ele maldosamente não quer ajudar. Ele ainda afirma que naquele momento ele tinha doze pedidos na frente do meu.

Imaginei se o paciente estivesse morto como eu pediria para ele mesmo ligar, quase chorei de dor e decepção por respirar o mesmo ar que esse pessoal insensível e que entendem que estão eles e os seus próximos fora da zona da morte.

Desliguei decepcionado e entendendo porque a mortandade em curso revela ainda mais o covarde caráter da nossa sociedade que dissemina o mal nas vestes de crenças e de fé.

Entendi também a tranquila atitude do prefeito municipal que decreta confinamento horizontal e estado de emergência e que não dispõem nem de uma ambulância para buscar enfermos, que não ouve seus próprios especialistas em como conduzir uma crise dessa que chegou em proporções bíblicas, se escondendo e mentindo para sua massa, massa que vai morrer ou perder seus entes queridos.

Morrer por despreparo de quem elegeu.

Ao terminar este texto recebo a notícia de dezesseis casos confirmados. Agora imagina, até dia 16 de março não havia quaisquer ação por parte da prefeitura. Foi necessário a vereadora Joelma aceitar meu texto (aqui) e dar o alerta.

Há menos de trinta dias e já colecionamos 16 casos. E 3 mortes.

Imaginem a extensão da tragédia em curso. Meus cálculos apontam para 300 mortes ou estado grave somente aqui em Parauapebas.

Mortes à míngua, sem contar a fome, o isolamento, o preconceito e a falta total de suporte porque não temos nada. Nem ninguém.