sábado, 2 de maio de 2015

A sociedade tem que se posicionar e exigir continuidade. São mais de dois anos de paralisia.

Irmãos em guerra.
Porque temos que acelerar o entendimento social e politico. E porque precisamos pressionar os órgãos repressores para resolverem como vão tratar os desmandos e a ilegalidade do governo Valmir da Integral. A sociedade tem que impor uma trégua ou o fim da queda de braço entre executivo e legislativo. Por sua própria salvação.





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Já durou tempo demais. Afinal são dois anos e cinco meses, restando pouco mais de um ano e meio para encerrar uma gestão que vamos precisar de preces e muita complacência para esquecer. Afinal a imobilidade executiva de Parauapebas já causou estragos demais, todos estão perdendo. Nem estamos mais buscando,  se houvesse, o bom senso do grupo de Valmir da Integral em renunciar ou ao menos reformular completamente, reciclando pessoas e atitudes. Foram longe demais. O pior é que todos os agentes envolvidos nesta paralisação assustadora de Parauapebas não terem maturidade o bastante para perceberem que foram longe demais. Afinal , nossas convicções afetam a todos e precisamos entender que para resolver o impasse de gestão vamos precisar de mais do que temos feito até agora e nem surtido efeito prático.

O único – a saída de Valmir da Integral e sua trupe desonesta. Esta paralisia compromete para sempre o futuro de Parauapebas. É neste momento, enquanto a VALE ainda pode que devemos iniciar conversações sobre sua responsabilidade sobre os destinos da cidade. É neste momento que todos os agentes de desenvolvimento e crescimento econômico tem que estar dispostos a sentar, discutir e encontrar a melhor saída para o fim de uma era de recursos abundantes e desperdícios. Parauapebas não pode continuar perdendo seu rumo, caminhando para o caos.

Originalmente a guerra seria contra a corrupção. Mas todos se corromperam ao longo do processo e não temos mais saída. O G5 ampliado para G7 ainda não conseguiu mostrar a que veio. Sem a sociedade civil a partilhar e empurrar o processo, podemos ver este estado de coisas por mais longos 18 meses, até a eleição do novo prefeito. As sessões da câmara se tornaram cenário de filme medíocre, uma disputa que nem mesmo os vereadores sabem porque a travam. Assim vemos que não tem mais vencedores, apenas um bando a cada dia maior de deserdados, de prejudicados, de perdidos. Penso na tragédia dos últimos dias públicos de Odilon, de Brás, e dos aliados de Valmir – tentando defender o indefensável.  Será apenas pelo dinheiro roubado da população? Enquanto se perdem em suas misérias publicas, com Valmir da Integral acuado mas ainda à frente de todos, este se locupleta num ambiente seu a vida inteira – o caos.
Enquanto isto crianças morrem a míngua no hospital da prefeitura. Enquanto isso as mortes violentas triplicam nos finais de semana e feriados. Enquanto isso vemos a cada dia o estado de direito mais e mais ameaçado por grupos de pressão, por mortes de encomenda (Dr. Jackson), por perseguições.

Ou teremos que mobilizar as massas, as ditas lideranças para darmos um basta a tanta dissidia e loucura? O que esta prevalecendo agora nos corações e mentes desses “políticos”? Dessas “lideranças” de nada, que infelizmente nunca tivemos oportunidade de gerar, lideranças realmente comprometidas com o desenvolvimento desta cidade, estão pensando o que? Devemos continuar esperando por eles, encontrarem um paliativo, uma possível saída para tao grave momento social?

A história tem sido cruel com este sitio.  Primeiro Faisal, agora encostado e com graves acusações de trabalho escravo nas costas. Elegeu a primeira prefeita biônica da Nova Republica, sua ex-esposa, que se voltou contra ele e entregou a cidade as máfias, Welney à frente. Cometeu crimes e se impôs por longos oito anos. Sua característica eram festas e mais festas, arrumando uma popularidade que mais foi real. Depois vieram Darci e agora Valmir. Dois tresloucados “líderes” plugados justamente pela falta de liderança, que confusão. E foi realmente este os acontecimentos. Salva e redime este mapa de gente ruim, a presença isolada de Chico das Cortinas e Meire Vaz. Tudo que temos hoje surgiu sob a gerência desses dois e até hoje permanece. Não víamos tanta desgraça acontecendo, mesmo guardado as proporções históricas e o desenvolvimento. Era moral, era gestão, era boa vontade.

Agora vemos a cada semana a mesma novela mexicana. A trupe de Valmir ainda sem saber salva-lo da bancarrota, ainda metidos e arrogantes, a turma da Ângela ainda à espera do milagre, em reuniões recorrentes, em juntada de documentos, em apelos de ajuda e em promessas, se endividando desnecessariamente, sem foco, sem rumo.

O G5 vitaminado mas ainda débil e presa mesmo se esforçando para formar o até então desnecessário G7, com uns dois membros tão ou mais enrolados que Valmir. O crescimento do   grupo partiu da ideia desproporcional de trazer dois irresponsáveis para uma luta de longa duração.  Também sob investigação, ambos não sabem a quem recorrer e fazem a aposta de suas vidas. Os advogados, de ambos os lados nem sabem para onde apelam, chega a ser divertido ver tanta gente metida a besta sem saber o que fazer. É o que demonstram. Eles não tem a solução, ficará o mal feito, o mal acabado. Ainda bem que as eleições estão próximas, fazendo os partidos agirem como tal: agremiações de semelhantes, em prol da sociedade.
Mas agora enfrentamos dois pesadelos limítrofes: a queda brutal da capacidade de caixa da VALE e a má gestão publica se cruzarem. A crise instalada não será passageira, é uma renovação, uma mudança no sentido de existir de Parauapebas. A velha pujança não voltará. Apesar de nunca termos sido uma cidade rica, tínhamos a impressão de sê-lo. Pelo volume de pessoas, de veículos, de comercio. Que ao primeiro tropeço da mineradora, ficaram todos órfãos. A esperança de ser dormitório de Canaã não se realiza, não sabemos se o S11D ira vingar, se vai realmente produzir num cenário de excesso de oferta de minério. O comercio parado, os hotéis vazios, vazias as ruas, avenidas, supermercados, praças. Em breve vazias e desertas as casas e os novos loteamentos, lançados na bolha imobiliária que esta para se romper no pais inteiro.

Enfrentando o primeiro refluxo populacional de sua curta historia, Parauapebas enfrenta desafios que redefinem sua trajetória. E num momento de lideres mortos ou inexistentes, de reduzida capacidade de reação e enfrentamento, sua sociedade dividida e suas associações pesadas e mal acostumadas com o antigo.

É justo neste momento que o executivo e o legislativo se funcionassem, estariam traçando planos e buscando novas matrizes, estudando e propondo a nova arrumação da casa. Mas estamos inertes e estamos em guerra.

E nem temos capacidade de reação. Porque os anos e anos acostumados a esperar pelos repasses do CEFEM nos tornaram acomodados e confiantes demais que a usina atrás do morro sempre nos manteria na ilusão de não termos problemas, que tudo se resolveria. Agora, pegos na surpresa da falta, recrudesce nossas diferenças e  o melhor caminho se torna o do aeroporto ou das estradas. A grande maioria pensa em partir, mas como deixar para trás investimentos do melhor de suas vidas? É uma sociedade tão egoísta e medíocre que ninguém pensa em articular grupos para propor soluções e recomeço.

Nossa matéria Novas Matrizes Econômicas (http://nossosservicos1.blogspot.com.br/2014/08/a-oportunidade-de-propor-uma-nova.html não empolgou, não iniciou nenhuma discussão ou conversa e não temos noticias de ação semelhante.

Assim, vereadores, prefeito e secretários precisariam, se não houvessem estas brutais e praticamente inegociáveis diferenças,  iniciar esta conversa, burilar pensamentos, buscar saídas. Ainda temos a VALE que seguramente, não sei por quanto tempo neste formato, que é de seu interesse participar e propor. Mas com esta disputa de poder, talvez amanha seja tarde. Ou pode ser que nem tenhamos um amanha.


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Sob o domínio do mal. E a espera do milagre.

Sob o domínio do mal

Uma sociedade corrupta e pronta para aderir ao mal feito, a tirar proveito de fraquezas, de mal caratismo e poder absoluto, de gastar sem prestar contas, DE FAZER DE CONTA e enganar.










NESTA madrugada de chuva quedo a pensar, imaginar e tentar entender como um governo  pode se tornar tão canalha, tão incompetente, tão incapaz em gerir 3,2 bilhões de reais, 1,06 bilhão de dólares a ponto de deixar a cidade sem internet, sem hospitais, sem obras, sem esperança, descrente e de cabeça para baixo. Como aconteceu a tragédia e como estamos pasmos, assistindo os desatinos da justiça local que não decide contra, apenas a favor ou protelando, a PF tão eficiente nos estados do sul, o MPF que as vezes funciona, a policia que também as vezes e seletivamente funciona? Estamos tendo o desprazer de fazer a mesma lição de casa: cadeia, policia, “justiça” apenas para os deserdados, os marrons, os fracos e naturalmente oprimidos.  Mas como chegamos  a esta situação, a ponto de vermos pessoas até então vistas como decentes, tais como Wagner, Horácio, Brás, João do Feijão, se mostrarem cruéis a ponto de não se importarem de servir ao diabo, ao mal absoluto?



E a sociedade civil organizada, hoje nem sei mais o que é isto, tipo ACIP, CDL, Maçonaria. Associações esportivas e culturais, aldeias indígenas, esportistas, sindicalistas e toda a sorte de istas, se unirem para apoiar e defender um bando de ladrões que desrespeitosamente tomaram de assalto a cidade mais rica do pobre e desestruturado estado do Pará, que insiste numa disputa com o Maranhão no lugar de quem é mais pobre, mais fraco, com IDH pior? Não pelo povo de ambos, heróis, batalhadores, mas pela classe politica e empresarial, glutões de tostões e vinténs, irresponsáveis e moleques na sua malandragem de lava jato. Mas estes estados não são a Petrobras, tem PIB muito menor, tem problemas muito maiores, talvez dai a “justiça” não se importar, a “policia” não estar nem ai, o MP fechar olhos e ouvidos e a imprensa, a grande imprensa nem se tocar, nem perceber que algo esta muito errado, fora de ordem, sem lugar num ambiente de milhões, de toneladas e toneladas de ouro, de ferro, de nióbio, de cobre, de maior  volume de exportações da “amada pátria”  brasileira. Não, aparentemente ninguém quer enfrentar o bando,  uma quadrilha maior, melhor e talvez mais eficiente que os bilionários fraudadores da Petrobras. Também roubaram as claras, mas no estado do Pará, ah, quem vai ligar? É dinheiro de ninguém mesmo... mas são apenas aparências, o caldeirão esta fervendo!

Valmir deu a volta por cima. Valmir resolveu tudo. Valmir anulou todas as ações contra ele. Valmir recuperou terreno. Os roubos e crimes perpetrados pela turma de Valmir serão perdoados. A contabilidade apagada e reescrita, os agentes serão silenciados com muito dinheiro e tudo será como antes. Valmir da Integral não tem passado, não tem historia, não tem família ou filhos. Tem apenas o presente degringolado e autoritário. Tudo acontece sob sua batuta e ele ainda não é culpado. Tsssts. Aguardem. Valmir e seu bando serão presos. Responderão na justiça pelos crimes cometidos. Não há negociação possível para crimes tão visíveis e tão hediondos. Agiram as claras e deverão pagar. Não passará mais. A própria justiça, os órgãos de controle não vão se expor para salvar a pele ou o mandato de Valmir da Integral com suas ações desafiadoras da lei e da ordem. Ainda não há permissão para desobediência as leis e constituição do país. Não há nenhuma reversão, nada foi apagado. É o tempo. O tempo, o tempo.... e

Vamos voltar ao tempo. Somos prisioneiros dele e não adianta protestar. Voltemos  em 2013, quando o desatino começou. Os personagens foram se apresentando, cada qual com enredo e desgraça maiores, primeiro Gláucia Furação, Vanterlor ( qual arlequim servindo três senhores e ninguém ao mesmo tempo), depois Odilon, depois Joseneto, Jose de Fátima, Vander Nepomuceno, Gesmar,  Marconi, Marconão, Devanir, Célio Costa, Dr. Rômulo, Geiza, Agenor, Major, Zé Rinaldo, Queiroga e tantos outros diabos que nem lembramos,  nem damos conta de enumerar todo o perjúrio, toda a desgraça semeada por todos devido a nomeações e expensas do Sr. Valmir da Integral.  Ficamos mais pobres, menos motivados, mas a desgraça continuava a mostrar sua cara, a dar cartas, com a agencia Ômega, contraceptivos, com o lixo, a Usimig, a Ômega e os tanques da SAAEP, terrenos do Ávila, da Nova Carajás,  com golpes pequenos e toda sorte de malandragem e desprezo por pessoas e comunidade. Assim, a cada  dia da historia mais armações eram perpetradas através de Hamilton Ribeiro, da Construtora Sucesso,  da própria VALE ao exigir a desnecessária duplicação da PA, a iniciar trabalhos em parceria com a tresloucada gestão e não concluir, a  aproveitar da situação de caos e meter seus trilhos dentro da planta urbana de forma acintosa e desnecessária.


Quando já tínhamos visto tudo, vem a campanha de Gesmar e um novo circo, piorado,  é colocado em cena com a urgência de elege-lo. Deixando de lado o melhor candidato, o popular e atuante secretario de agricultura Horácio, que desapareceu, se enfurnou e se manteve até hoje.  No seu silencio covarde ou servil, não importa, se mantem mesmo preterido. Assim a campanha de Gesmar controlou a cena politica, sendo gasto mais de 10 milhões dos cofres públicos de Parauapebas. Toda sorte de falcatruas em nome da eleição de Gesmar foram cometidos: patrocínio de almoços, cestas básicas, festas com patrocinados, desfiles, doação de alimentos, pagamentos a eleitores, utilização da maquina de forma desprezível para eleger o candidato de Valmir da Integral. E do governador de Valmir da Integral. E do senador de Valmir da Integral. E do filho de Valmir da Integral suplente de Senador! Mais alguns milhões são arrancados da campanha de vacinação, da construção e aparelhamento de postos de saúde, da construção de habitações populares para a eleição de homens e pessoas que nem nos conhecem. Até um helicóptero publico veio de Belém apanhar Valmir para festividades  do governador que descobriu ter um tolo, arrogante e ignorante prefeito que se achava com direitos e poderes de divindade Rosacruz.

Ninguém foi eleito. Apenas Jatene se elegeu e logo de cara deu o troco. Cortou a participação no ICMS de Parauapebas e sistematizou um orçamento estadual em que 80 ! % é focado na área metropolitana de Belém. Ou seja, nem ai para o interior do rico estado do Para. Não bastando isto, com a derrota vergonhosa de todos, Valmir aproveita para vingar-se de Gesmar, cortando tudo, não o recebendo e deixando as contas de campanha sob sua responsabilidade. Até hoje não sei, mas acredito que Valmir quis a destruição politica de Gesmar, ciumento e besta que é. Deixou Gesmar solto, maltratado, resgatando-o somente agora, quando percebe que esta tudo perdido. Ora, Gesmar era um dos melhores quadros desse desgoverno, não merecia tal tratamento. O candidato natural seria  Horácio, com base e custo menores e maiores chances de eleição. Tinha base, conhecimento e já fora secretario estadual, enquanto Gesmar nunca se candidatou a nada, nem mesmo em Parauapebas, tirando uma candidatura a vereador, derrotado.

Pergunto insistente. Cadê os auxiliares diretos de Valmir da Integral? Cadê os “tais” profissionais, com histórico retumbante, com extrema capacidade gerencial? Nos deram esta “merda” de gestão? Parece gozação e  merece maus tratos de volta. Até agora ninguém resolveu nada e nem estão no rumo de resolução alguma: Mauro  Santos e seu “poder” na capital, Gilmar e sua ternura alienígena, Queiroga e sua bandidagem, Vander e sua ignorância inata, provando do seu próprio veneno e estupidez, a procuradoria de nada, a comunicação social que parece estar noutro mundo, vendendo uma mercadoria podre, com bolor mas transvestida de rosa. Merda retumbante e não conformo com jovens capacitados sendo sufocados por uma ilusão em que não acreditam, não respeitam. Este desgoverno não tem profissionais, apenas um bando de incompetentes mentirosos. Tirado os profissionais de carreira, os concursados, o corpo técnico realmente capacitado, os cargos de confiança são todos escolhidos pelo desconhecido, pela incompetência e exclusivamente pelo apadrinhamento inescrupuloso. Assim como a maioria das empresas que prestam serviços e estão ganhando rios de dinheiro, como a Falconi, o Paulo Haddad e tantas outras na ilusão do milhão. Quero salientar que lamento o Falconi ter entrado nesta desgraça. Afinal é de lustro internacional e orgulho, mas aqui, nem isto deu certo. E agora esta cobrança na justiça da LUPA, firma do secretario Semurb – André Rosa. E nem na prestação de contas estava o contrato ou quaisquer menção ou pagamento a ela. Problemas nas contas de campanha a vista.

E acreditem, vinham Jaime Lerner, BRTs, capela de Niemayer, Centro administrativo e tantas coisitas mas que é difícil acreditar como ainda achei que poderia acontecer, conhecendo o cenário e os péssimos atores convidados...


Valmir da Integral aproveita a situação e vinga de seus rebentos. Flavinha veio a Parauapebas para interditar Valmir. Certamente não o conhecia... Alessandro passou a vida toda na sombra do pai moleque. Não deu passo independente. Era natural que formasse a famiglia que formaram e se colocando em pontos estratégicos, desviasse alguma coisa para a bolsa família. Estão sendo eficientes, estão muito mais ricos. Há muitos desvios para a horta de Alessandro, a Flavia ostenta publicamente a fartura de não contar dinheiro.  É o símbolo da justiça de Parauapebas e seu comprometimento com o executivo. Mesmo determinado seu afastamento por um juiz, Valmir ignorou solene nomeando-a secretaria. E com poderes sobre Agenor, o rei da licitação e da economia em causa própria. O milionário Agenor,  dono de rebanhos, mansões, carros de luxo e tudo o mais que um esquema que dura décadas proporciona. Agenor, Eunice, Mendes, Ademir, Mauro  Santos, alguns procuradores e ainda uma turma enorme tem muito de Parauapebas no bolso e nas contas bancarias.

Estes filhos, quando for condenado o pai a ressarcir os cofres públicos, são quem pagarão com a herança. Acabarão pagando  a conta da festa, não há almoço grátis.

Voltando aos apoios públicos ou forçados  a que todos os que tem de débitos ou precisam de alguma forma da prefeitura, é de uma arrematada vergonha a execração pública. Não precisava. Se tornaram cúmplices de crimes hediondos, dando apoio sem perguntarem para que e a quem não merece. Valmir da Integral  esta sendo acusado  porque cometeu crimes. De toda sorte com nosso dinheiro, com nossas vidas e esperança. Todos que o apoiaram e apoiam são tão ou mais bandido do que ele. O fato do traficante dar empregos na comunidade não legaliza sua atividade. Assim é aqui, em relação os crimes cometidos, as acusações, todas com fundamento, provas inequívocas.  É uma questão  de tempo – um tempo que é naturalmente da lei, não nosso tempo – o que quer dizer que também possa não ser possível influencias e etc, mas é a lei brasileira. Aconteceu no lava jato, aconteceu até com as grandes empreiteiras, com bancos, com Rede Globo. Porque não vai acontecer aqui? E não temos tanto dinheiro assim, daqui de onde se tira, há regras claras e precisas, quanto mais tira no desespero, mais se enrola.

Não acredito que estejam dormindo.

A oposição – e diga-se de passagem, nunca nenhum executivo enfrentou uma oposição estruturada, organizada e com planejamento como esta que perdurou ate janeiro 2015. Esta é a diferença para as dores de cabeça dessa turma. Mas não apenas isto: conseguimos deter a roubalheira, as obras fantasmas, o desvio descarado de recursos. Esta em suspenso ou mais lento. Mas estão com medo, perderam a altivez e o descalabro, ao menos reduziu.

Agora falando do Brás. Como este ser era  apenas mais um rato e disfarçado. Como pode, com tanto cinismo e desfaçatez servir ao diabo, com jeito, arrogância e competência. Talvez para tentar salvar a própria pele na pela de sua dileta esposa – Maquivalda – da cadeia. Por tanto recebido e tão pouco entregue. Por tanta arrogância, ignorância e incapacidade frente aos desafios confiados. O crime mais citado, a desapropriação de terrenos tem na Maquivalda a protagonista. É ela quem teve a ideia, quem induziu, quem levou aos fatos. E seguramente quem levou a melhor fatia. E Braz se acha no local e momentos certos – para se enforcar. Mostrando realmente seu espirito de jogo, ataca sem a retaguarda, faz o torneio dos perdidos. Deveria se retratar publicamente.  Joga uma partida inútil, todos eles e seu chefe supremo – Leviatã, ou satã, ou Valmir. Brás, a Câmara dividida, o time do mal capitaneados por ele, Odilon, Devanir, Major e restante, contra o outrora e saudoso G5 intrépido, agora nem tanto. Mas ainda os mais jovens, os melhores (Dr. Charles, Bruno, Arenes, Pavão e Eliene). Causa preocupações o destino da CPI DA SAÚDE. É uma atitude  que não pode morrer antes de  procriar. Tudo começou com o Conselho Municipal de Saúde, ninguém se esqueça. D. Leonice e Dr. Mardem deram o caminho, puxaram o pavio. Sistematizamos a revolta e estruturamos a maior derrota que um executivo já experimentou nesta cidade. Apesar da truculência e utilização do perigoso aparelho repressor do estado do Pará – sua policia militar para se encastelar no poder este prefeito sabe dos seus últimos dias.


Sua equipe (equipe?) não sabe jogar. Menospreza os resultados e fazem acordos inúteis, impagáveis.  Não combatem na real, ignoram fatos relevantes, expõem ainda mais seu rei agora encurralado. Na visão perneta dos asseclas, o jogo ainda pode ser ganho. Jamais. Jogam uma partida perdida. Não tem mais a liberdade de antes, temem todos os segundos, nada é mais seguro para eles.


Mantenho a pergunta inicial. Como pode os bons silenciarem tanto? Cadê a sociedade legal e organizada?  Realmente Parauapebas merece o que tem?

terça-feira, 7 de abril de 2015

em Parauapebas, as terças...

O JOGO DO FAZ DE CONTA



Cidadãos da segunda cidade mais rica e mais importante internacionalmente do isolado estado do Pará esta sendo enganado, ludibriado e humilhado pelas ditas “autoridades” locais. Com o afastamento do milionário prefeito local, a vice foi empossada e tudo não passou de uma brincadeira. Valmir da Integral continua firme, dando ordens, assinando pagamentos, escolhendo quem paga e etc. e tal. Não houve transição. A dita “oposição” apenas malogrou um ensaio de rebeldia que na prática não redundou em nada. Tiveram seus passes valorizados por decisões atabalhoadas de alguns, e agora estão sendo negociados aos milhões. Evidencias fartam das  negociatas, mas como falamos no inicio, não há quem neste estado ouse desafiar o estado de coisas.

Quem desafia morre, como o saudoso presidente da OAB Parauapebas – Dr. Jackson, que se foi, violentamente assassinado, num claro crime de aluguel e já estão todos esquecendo de sua luta. Revoltante. Pior ainda, as conclusões da policia do Amazonas, que segue a linha de latrocínio. É, mais um, mais um. Já ouvi isto antes na história dessas “autoridades”. Seus desafetos são mortos a mando, mas a policia acoberta como latrocínio. É muito fácil matar no Brasil. A vitima acaba sendo o culpado. Dos cinquenta e oito mil assassinatos ao ano, apenas uns  quatro mil são elucidados. Uma policia que não investiga, não busca provas, não pensa. A memoria desse  amigo, este advogado que tanto serviu a esta cidade, Dr. Jackson merece mais respeito, ao menos uma elucidação e aos culpados a cadeia.

Mas voltando as “autoridades”, diga-se de passagem, de “nada”, se reúnem todas as terças para especular sobre o impossível, sobre a prevaricação e a irresponsabilidade. Os novos vereadores, com mandatos comprados e já se tornando milionários, os novos secretários de ar, já se tornando milionários, vão ocupando cada vez mais um espaço, uma representação e uma possibilidade.

Agora mesmo, um dos secretários, dono de uma empresa, entrou na justiça cobrando do prefeito Valmir da Integral, uma quantia milionária de serviços de campanha. Degringolou. A tal conta ou serviço de campanha não estava na prestação de contas da chapa e tudo  virou novamente uma confusão dos diabos. Os arquitetos do saber – um bando de trapalhões irresponsáveis – retornam a cena da maluquice no que sabem fazer melhor: acabar com a esperança da cidade.

E não somos uma cidade qualquer. É o maior PIB de exportação do Brasil inteiro, portanto um dos maiores PIB de exportação do mundo. Não há esgoto, água tratada, energia elétrica, internet, hospitais decentes, máquinas de hemodiálise, segurança de mobilidade, nada. Nem fluxo  bancário, de mercadorias ou econômico existem. O meio ambiente, devastado pela sanha imobiliária, destruiu todas as referencias históricas e naturais da planta urbana.

E uma câmara de vereadores como abrimos esta, patética, moleca, desconhecedora de leis. Não propõem nada porque não tem estrutura de poder, não foram eleitos para legislar. Foram eleitos para dividir com o executivo a gestão. E para com ele fazer negócios. O vereador Devanir teve sua casa comprada pela prefeitura, Major teve terrenos comprados, negócios de 5 milhões no total aproximado. João do Feijão vendeu seu mandato e todos sabem, as secretarias foram distribuídas de acordo com o poder de negociação de cada um, Odilon, Brás – cuja esposa é secretaria de habitação e tem fortes interesses nas decisões dessa turma. Uma farra, um samba maluco, uma total irresponsabilidade institucional, bem a cara desse estado miserável, isolado e violento. E a cada dia que passa, mais isolado, haja visto o governador estar envolvido em diversos crimes e sua oposição também esta comprometida. Ambos correm risco de perda de mandatos e até com possibilidade de nova eleição.

De onde pode vir o exemplo? O G5 no afogadilho, se contaminou com os piores, os mais fracos e famintos. Deixou  de ser um exemplo quando, dentre os seus, há aqueles que roubaram, que fizera o mesmo que agora denuncia... é bem esquisito.

Mas assim vamos, a espetáculo teatróide desses seres que se dizem “vereadores”. Deveriam ser fazendeiros, negociantes, mercadores. De ilusão, são especialistas é disso. Ilusão, factoides, merda.
Mas uma coisa digo. Viva a malandragem, a concupiscência, a cumplicidade de um  povo que recebe 50, 100 reais para participar. E das elites ou autoridades que seduzem com gestos, dinheiro ou promessas. Este povo que vende seu voto e vai para casa. Que se cala. Este povo que aplaude.
Quero saudar a paciência de outro povo.


Este povo  que pode partir para cima e exigir ou mesmo impor as  mudanças necessárias e urgentes para salvar uma cidade inteira que agoniza enquanto espera.

terça-feira, 31 de março de 2015

Uma camara inútil...

IMPASSE NA CAMARA DE PARAUAPEBAS
Prefeito desobedece decisão de afastamento por 180 dias – Decreto Legislativo, considerado por ele mesmo ilegal. Prefeita toma posse mas não despacha. Comunidade julga se houve factoide para ratificar ação do MPE. Vivemos mais este pesadelo. Vereadores a venda e comprados, espertalhões enchendo o gabinete, armas em punho. O rei da confusão – Valmir da Integral, esta no seu elemento.







O legislativo municipal enfrenta seu grande momento. Depois disso, teremos uma nova percepção de poder e de quem manda em quem nesta cidade. É uma câmara de vereadores que perdeu e esta perdendo um jogo que nem começou. E de lavada, talvez por excessiva confiança, talvez por Inocência. O fato é que até agora, nada mudou em relação a reunião de 20 de janeiro. Estamos num empate que apenas o MPE e outras forças de investigação e acusação, alheias ao nosso trama local podem e irão resolver.  Câmara e executivo por si não resolvem. Não têm poder para tanto. Tudo na base do dinheiro, da compra de consciência, tripudia quem pode pagar mais. Quem vai resolver o impasse é apenas o MPE, PF ou outros órgãos reguladores externos. Assim, há apenas um prefeito, Valmir da Integral. E uma vice-prefeita, Ângela Pereira.


Esta resolução não salva nossos vereadores do enorme e histórico vexame pelo que  serão e estão submetidos. E tudo por excessiva “sabedoria”, por confiança cega e não estratégica a procedimentos sociais, políticos ou jurídicos – interessante é que, estes procedimentos, a despeito de reiteradas vitorias marginais, não conseguem superar nem de longe a enorme e inercial força do poder executivo. Assistimos quase todos os dias, juízes não acatarem afastamento, usando  sempre o mesmo argumento de que não tem motivo. Ou pedindo acréscimos e complementações à iniciais brilhantes. Ora é mudança de sujeitos em polo ativo, ora são documentos públicos, ora são subterfúgios irônicos, deixando atônitos advogados experientes e novatos.


O lamentável é que alguns desses parceiros são pessoas serias e cheias de boa fé. O problema é quando questões pessoais sobrepõem as profissionais, e inicia uma caça as bruxas dentro do próprio grupo de apoio. Não se deve usar praticas de quem se condena. Utilizar meios condenáveis para se obter um ideal é nivelar por baixo o sonho. Se somos contra a corrupção, então porque corromper? Não posso entender a luta do poder pelo poder simplesmente.

A sessão de afastamento do prefeito é um caso emblemático nesta trama. Apesar dos diretamente envolvidos jurarem que seguiram o rito legal, cem por cento dos advogados consultados condenam a sessão. Desautoriza o julgamento apressado e informal, pode-se dizer. A posse da prefeita virou uma pantomina, quase jogando por terra a credibilidade da futura autoridade. O que assusta é o procedimento em si. Havia grupo e não houve discursão, não se pensou estrategicamente – alguém comentou que na verdade foi montado um factoide para ser referendado pelo MPE.  Ou pelo judiciário. O inteligente ou brilhante estrategista viu sua armação virar pó. Porque faltou combinar com a outra parte e ela não cumpriu seu papel. Se foi factoide foi mais inocência que maldade. Agora que foi péssimo para a imagem de poder que se deve passar – foi.


Valmir é dono do caos. Sempre militou na bagunça, desordem, confusão. Escapou e foi aconselhado  a ignorar a câmara de vereadores. Dividida ele passou a tripudiar sobre os incautos e a vice-prefeita. E continua dando cartas, ao usar a força policial do estado para cercar o prédio publico da prefeitura, como obteve garantias que não deveria obedecer ou entregar algo. Há quase um mês em que ele foi afastado e continua despachando normalmente de sua sala, com apoios crescentes pelo mal entendido e pelos oportunistas que vislumbraram ai uma oportunidade de ganhos. Mas finalmente estão jogando em algum nível. O desafio constante aos vereadores renegados é o envio diário de projetos do executivo para ser apreciado. A negativa da maioria simples em votar, vai criando um fato politico importante – o MPE deve aparecer urgente, senão  esta queda de braço vai pender para um lado... principalmente agora que foi feito a oferta final de acordo e os funcionários públicos vão querer o aumento na próxima folha. Como ficarão os vereadores que insistem que Valmir da Integral não manda em nada e não pode enviar projeto de lei para eles? Vão enfrentar a massa de funcionários e explicar o impasse? Qual o posicionamento estratégico para enfrentar a situação? Vão entrar na justiça?

Sei dos bastidores e sei o que Valmir da Integral e seus “parceiros” esperam. Não  há salvação  para si e sua trupe.  Condenaram-se ao cometerem crimes hediondos com recursos públicos. Nunca se cuidaram mesmo porque também não possuem armas ou estratégias especiais. Diria que estão mais para irmãos metralha do que para lava jato. São bandidos de baixa categoria e se enrolaram depressa, deixaram marcas e se fartaram. Gritaram para todos nas suas ligações e grupos de whatsapp o que fariam, comportaram como colegiais na primeira festa. Haverá severas punições em breve. Mesmo porque depois da crise de corrupção que o PT exponenciou não é mais possível manter tanta sujeira debaixo do tapete. E a sujeira feita em Parauapebas – com apoio de parte do PT (todos os cargos executivos do governo atual são de posse do antigo PT) – fede, tresanda. Este partido, aqui aliado ao PSDB neste governo, tem nos principais cargos da Secretaria da Educação, pessoas do PT que inclusive forma demitidas por Valmir e readmitidas, são o núcleo da crise desse desgoverno. As únicas exceções  de  alguma decência são Arenes e Eliane. Miquinha e Euzébio  estão agarrados ao fisiologismo, se igualam em porcaria com Odilon e restante.

Aliás, tolo de quem se vende a um grupo que não tem mais como pagar.


Então todo o esforço e diria eu, até sacanagem feita até agora pelo grupo de cá, foi inútil. Não precisava porque não acrescentou um nada, apenas criou mais confusão, expondo desnecessariamente o MPE e outros agentes. Ainda esperamos a intervenção de grupos organizados e externos. A câmara dos vereadores demonstrou sua real serventia: nada. Não serve para nada, são grumetes do poder executivo, num jogo de partilha de poder e recursos. Bandidos de lá e de cá, superfaturam falsificando os vidros da câmara – o projeto original eram todos blindados, trocaram por películas, o piso refeito logo após a inauguração, o sistema de som, o landscape, tudo superfaturado e agora, raposas que falam contra aspirantes cobraram duramente propinas de até 40% dos pagamentos. Falamos com provas.

Sabemos até quando este impasse vai durar: até as investigações  publicas do MPE chegarem a uma decisão. Ou da PF. Ou das forças politicas de Brasília.


Alias nossa consultoria sempre foi buscar forças e alianças internas e externas, estado e federação. Afinal um prefeito de 1,2 bilhão ano não se tira do cargo no grito.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Prefeito de Parauapebas afastado ou

Porque Lulu Bergantim
não atravessou o Rubicon



Comparando...
Com este texto iniciei as analises do governo Valmir da Integral. Era o retrato e feitio de Lulu Bergantim. Não imagina que minhas criticas e observações acertaria tanto. Erros colossais, truculência, desrespeito a lei, falta de governança. Na verdade imaginava sim, conheço Valmir há mais de 20 anos. Double face e manipulador deparou finalmente com gente mais esperta, menos sensível e se ferrou, deu nisso ai: mais dois anos perdidos para nossa cidade. E num momento critico, em que cruzam os erros e faltas da VALE e nossos erros. Precisamos frear agora a loucura em exportar cada vez mais e mais minério, mesmo com seu preço aviltado. Precisamos repensar o destino da cidade. Um distrito industrial sustentável, um melhor aproveitamento da reserva florestal, uma gestão competente e de futuro juntamente com lideres capacitados e decididos e enfrentar uma nova realidade para nos. Valmir foi vencido pela inercia, pela incapacidade, pelos grupos de poder (leiam ANALISE DE PODER, publicado) e interesses mesquinhos que infestaram seu governo.  Diferentemente do amalucado Lulu Bergantim, o titubeante Valmir da Integral vai embora sem deixar saudades, derrotado pela sua própria inépcia e covardia. Sugado pelos diletos secretários mentirosos e de fachada e por seus entes próximos e queridos, com quem dividia  sua intimidade, ele se vai com seus  sonhos e com a possibilidade de redenção perdidos para sempre. Agora são novos tempos, precisamos deixar Lulu, ou Valmir retornar para seu ostracismo e a partir de então, cuidarmos para não permitir novos Lulus ou Valmir se tornarem tão poderosos. Podem nos deixar a ver navios...



Lulu Bergantim veio de longe, fez dois discursos, explicou por que não atravessou o Rubicon, coisa que ninguém entendeu, expediu dois socos na Tomada da Bastilha, o que também ninguém entendeu, entrou na política e foi eleito na ponta dos votos de Curralzinho Novo. No dia da posse, depois dos dobrados da Banda Carlos Gomes e dos versos atirados no rosto de Lulu Bergantim pela professora Andrelina Tupinambá, o novo prefeito de Curralzinho sacou do paletó na vista de todo mundo, arregaçou as mangas e disse:
— Já falaram, já comeram biscoitinhos de araruta e licor de jenipapo. Agora é trabalhar!

E sem mais aquela, atravessou a sala da posse, ganhou a porta e caiu de enxada nos matos que infestavam a Rua do Cais. O povo, de boca aberta, não lembrava em cem anos de ter acontecido um prefeito desse porte. Cajuca Viana, presidente da Câmara de Vereadores, para não ficar por baixo, pegou também no instrumento e foi concorrer com Lulu Bergantim nos trabalhos de limpeza. Com pouco mais, toda a cidade de Curralzinho estava no pau da enxada. Era um enxadar de possessos! Até a professora Andrelina Tupinambá, de óculos, entrou no serviço de faxina. E assim, de limpeza em limpeza, as ruas de Curralzinho ficaram novinhas em folha, saltando na ponta das pedras. E uma tarde, de brocha na mão, Lulu caiu em trabalho de caiação. Era assobiando "O teu-cabelo-não-nega, mulata, porque-és-mulata-na-cor" que o ilustre sujeito público comandava as brochas de sua jurisdição. Lambuzada de cal, Curralzinho pulava nos sapatos, branquinha mais que asa de anjo. E de melhoria em melhoria, a cidade foi andando na frente dos safanões de Lulu Bergantim. Às vezes, na sacada do casarão da prefeitura, Lulu ameaçava:
—Ou vai ou racha!

E uma noite, trepado no coreto da Praça das Acácias, gritou:
—Agora a gente vai fazer serviço de tatu!

O povo todo, uma picareta só, começou a esburacar ruas e becos de modo a deixar passar encanamento de água. Em um quarto de ano Curralzinho já gozava, como dizia cheio de vírgulas e crases o Sentinela Municipal do "salutar benefício do chamado precioso líquido". Por força de uma proposta de Cazuza Militão, dentista prático e grão-mestre da Loja Maçônica José Bonifácio, fizeram correr o pires da subscrição de modo a montar Lulu Bergantim em forma de estátua, na Praça das Acácias. E andava o bronze no meio do trabalho de fundição quando Lulu Bergantim, de repente, resolveu deixar o ofício de prefeito. Correu todo mundo com pedidos e apelações. O promotor público Belinho Santos fez discurso. E discurso fez, com a faixa de provedor-mor da Santa Casa no peito, o Major Penelão de Aguiar. E Lulu firme:
— Não abro mão! Vou embora para Ponte Nova. Já remeti telegrama avisativo de minha chegada.

Em verdade Lulu Bergantim não foi por conta própria. Vieram buscar Lulu em viagem especial, uma vez que era fugido do Hospício Santa Isabel de Inhangapi de Lavras. Na despedida de Lulu Bergantim pingava tristeza dos olhos e dos telhados de Curralzinho Novo. E ao dobrar a última rua da cidade, estendeu o braço e afirmou:
— Por essas e por outras é que não atravessei o Rubicon!

Lulu foi embora embarcado em nunca-mais. Sua estátua ficou no melhor pedestal da Praça das Acácias. Lulu em mangas de camisa, de enxada na mão. Para sempre, Lulu Bergantim.


José Cândido de Carvalho (1914 -1989), foi jornalista, contista e romancista. Vida premiada e espetacular, citado.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

"...atividade mineradora negocie previamente uma licença social com a população do território onde pretende se instalar".

Estudo de especialistas confirma impactos da mineração no país

Atividade gera um conjunto de consequências ambientais e socioeconômicas

vereadores, os cuidados para com o rápido enriquecimento talvez os faça esquecer do curto espaço de tempo que terão por aqui. Nesta legislatura destacou-se o G5, motivo de grande honra e respeito para todos  nos que acreditamos em evolução, responsabilidade e liderança sustentável. Os indecisos e os apoiadores da dissidia alcunhado por Valmir da Integral, nem deveriam estar por esta casa. Mas estão e votam. A todos nosso apelo para a salvação. do Planeta, de nossas vidas. Não podemos permitir com uma legislação frouxa e insustentável, continuar permitindo o saque de nossos riquezas minerais. leis locais precisam ser discutidas e protegido nosso em torno. precisamos trazer a tona QUE AS MINERADORAS TEM OBRIGAÇÃO DE NEGOCIAR COM OS AFETADOS POR SUA DEPREDAÇÃO UMA LICENÇA SOCIAL COMPENSATÓRIA. ESTA É A NOVA PAUTA!


"...Segundo ele, em muitos países, além de uma licença ambiental, se exige que a atividade mineradora  negocie previamente uma licença social com a população do território onde pretende se instalar".


As consequências da devastação promovida pela VALE e seus prefeitos corruptos é muito mais grave no estado do Pará, território livre e sem lei. Os crimes acontecem a  luz do dia e nada é resolvido. Com um governador perdido em si, inconsequente - Simão Jatene e sua troupe, incluindo ai Valmir da Integral – hoje com iguais poderes ou até maiores que o próprio Jatene – prefeito de Parauapebas, a rica província mineral do  Carajás brilha com seu faturamento de 7,2 bilhões de dólares num único exercício fiscal. O superávit ultrapassa os bilhões haja visto a cidade não ter hospitais, esgoto correndo a céu aberto, prostituição infantil, sendo a 6º cidade mais violenta do pais, com uma população de apenas 180 mil habitantes. Não tem energia elétrica, internet, maquina de hemodiálise, hemocentro ou qualquer outro aparato de proteção ou cuidado com as pessoas que vieram para cá em busca de um sonho patrocinado pela VALE. A DEVASTAÇÃO DE QUE FALAMOS pega a todos e a tudo: arvores, mata, bichos, gente. Honra, moral, esperança, fé. Vemos diariamente um maracanã ser transferido de local, do complexo e inexplorado ecossistema de ganga para as praias e portos a 20 mil km de distancia, centro da Ásia, China. É muita loucura, é um desvario global. Assistimos calados e oprimidos porque o governo brasileiro é sócio da VALE e a tudo patrocina. Não temos como lutar, as forças são demasiado desiguais. Mas podemos ler e pensar o que publica a imprensa. E nos espelharmos nas entrelinhas e fazer de nossa, a mensagem.

Durante os últimos três anos, pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (CEFEM) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação estudaram 105 territórios em 22 estados brasileiros que sofreram impactos da mineração, e confirmaram que a extração de minerais é uma atividade “extremamente impactante nas regiões onde está instalada". A atividade gera "um conjunto de consequências ambientais e socioeconômicas”, de acordo com o pesquisador do CEFEM, Francisco Rego Chaves Fernandes.

A pesquisa resultou no livro “Recursos Minerais e Comunidade: impactos humanos, socioambientais e econômicos”, que pode ser baixado na internet para consulta na página do CEFEM (www.cetem.gov.br). Francisco Fernandes  relatou que as consequências são verificáveis em termos de queixas das populações, danos à flora, à fauna e à água e poeira no ar.

Doutor em Engenharia Mineral, Fernandes explica que uma das questões ambientais  mais complicadas nos territórios de mineração diz respeito à água, pois “o reuso da água ainda é um sonho e as práticas de sustentabilidade estão muito atrasadas”. Ele lembrou que o Brasil depende hoje de um modelo exportador que gera riqueza e reservas importantes para o país mas, ao mesmo tempo, os territórios acabam sendo fragmentados com isso. “Há um conflito muito grande porque o país tem muitas áreas sensíveis, como as áreas indígenas, de populações tradicionais como os quilombolas e áreas de preservação ambiental, o que resulta em muitas queixas”.

Fernandes destacou o papel importante desempenhado pelo Ministério Público Federal (MPF), que tem exigido que as mineradoras se comportem o mais possível dentro de boas práticas sustentáveis. “Mas esse é um caminho muito longo. A impressão que dá é que somos muito permissivos com isso”. Segundo ele, em muitos países, além de uma licença ambiental, se exige que a atividade mineradora  negocie previamente uma licença social com a população do território onde pretende se instalar.

Há no Brasil,   conforme Fernandes, “uma licença ambiental pouco fiscalizada e bastante frouxa e nenhuma licença social, e a mineração parece ter predominância sobre tudo e sobre todos”. O resultado apresenta, de um lado, montanhas de dólares e de outro, cidades inchadas como Carajás, no Pará, principal empreendimento minerador brasileiro, que em dez anos viu a sua população crescer 300%, indicou.  Em contrapartida, os serviços de infraestrutura, entre os quais se destaca o saneamento básico, são precários, afirma o pesquisador.

Um abuso  detectado em territórios indígenas são os garimpeiros que entram para pegar ouro e diamantes e os assoreamentos provocados nos rios por materiais para uso imediato da construção civil. A produção é de baixíssimo teor de ouro, porque uma tonelada de terra tem apenas  um grama de ouro. “Isso é feito com água, com produtos químicos”, segundo Fernandes.

De acordo com o estudo, estão em funcionamento no país 3 mil minas e 9 mil mineradoras, além de uma centena de garimpos legais e clandestinos. O setor mineral emprega cerca de 200 mil trabalhadores e responde por 4% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma dos bens e serviços fabricados no país. Os investimentos programados pelo setor somam US$ 75 bilhões entre 2012 e 2016.

O estudo aponta que os estados com maiores problemas são Minas Gerais e Pará, “porque são os maiores estados produtores de substâncias minerais metálicas, como ouro, zinco, chumbo, minério de ferro, bauxita, que é o minério do alumínio, cujos problemas são mais complicados”.

Fernandes acredita que o estudo poderá servir de subsídio ao Congresso Nacional para a votação do marco mineral brasileiro: “É importante quando a gente mostra os impactos socioeconômicos da mineração”. Ele levanta questões como empobrecimento, aumento da prostituição e, em alguns casos, trabalho infantil em regiões mais longínquas, como Marabá (PA), onde crianças e jovens, na faixa de 12 a 14 anos, são colocados para trabalhar  com carvão vegetal para produção de ferro gusa. Sem falar nos impactos ambientais, com destaque para poluição da água, assoreamento dos rios, desmatamento, erosão, mudança da paisagem do solo, danos à flora e à fauna.

Segundo o pesquisador, o estudo pode subsidiar também o MP, associações e movimentos sociais que tratam dessas questões, e caminhar  para casos de sucesso, que seriam acordos  entre mineradoras e comunidades afetadas para que a atividade fosse sustentável ou controlável.

Nesse sentido, salientou o acordo firmado entre a empresa Alcoa e a população ribeirinha do município de Juruti (PA), após intenso conflito. A mineradora investiu US$ 1 bilhão no empreendimento e a  contrapartida para os moradores somou US$ 40 milhões, sob a forma de escolas, hospital e ações de empreendedorismo, que criaram  uma economia local que gera renda e emprego na própria região.