segunda-feira, 1 de maio de 2017

Pauta positiva, ou como novamente levar uma câmara a sério




POR UMA PAUTA LEGISLATIVA FIRME











Afinal, o que fazem os vereadores?
Os vereadores devem estar tensos. Eu ficaria, tendo apoiado um governo que em quatro anos não prestou contas e não houve movimentação para exigi-las. Estou falando da metade da câmara atual. Ainda me pergunto pela ação profissional da procuradoria dessa câmara que jamais ingressou via MP, ação exigindo essas contas. Não temos notícias. Corresponsabilidade? Cabe o argumento de corresponsabilidade por contas que vemos hoje, ausentes? Em troca de cargos e secretarias, em troca de fatias da gestão vários desses vereadores se colocaram ao lado incondicional do prefeito. E se corromperam. Vários foram presos, outros foram afastados arbitrariamente pois suas “competentes” equipes de advogados de fora acabaram concordando com a punição antes da sentença. 

Bem faz Maride em não se afastar. Não se pode condenar antes da sentença, a escola de Moro não pode e não vai ser a escola desse país que hoje vive num regime de exceção.

Ainda, há provas fartas contra a maioria desses vereadores. Se expuseram, tanto na gestão anterior, quanto nas campanhas milionárias onde gastaram o que quiseram num acinte clamoroso as regras negociadas e vigentes.

Agora, ainda no começo dos trabalhos uma bomba cai no colo dessa câmara desacreditada: um nos seus novos membros é pega em situação, digamos, apertada.

Tem direito a defesa e precisa se defender. O que não pode é a câmara virar as costas para ela. Se o fizerem estarão se condenando. Quem ganha com vereadores fracos e acossados? A comunidade é quem não é. Ciza precisa se apresentar, enfrentar e se defender. Seus companheiros não precisam necessariamente apoiá-la, mas precisam tomar medidas mais cautelosas, pode ser apenas a ponta do iceberg.

Na verdade os mesmos que enterraram os antigos vereadores, estão nos seus postos, fazendo as mesmas bobagens. No começo da legislatura e já temos algemas nas mãos de quem precisa ser livre.

Propomos que esta câmara enfrente a situação com uma PAUTA POSITIVA. Se iniciarem de leve o tanto de trabalho que podem fazer para salvar Parauapebas, serão os melhores vereadores que já tivemos: falta tudo em matéria legal para sermos realmente uma cidade de quase trinta anos. Temos uma proposta de ação e queremos discutir com os vereadores.

Quanto Odilon falou bobagem, o chamamos com uma solução. Ele, com sua deselegância e autoritarismo não conversou. Poderia aquilo tudo ter sido evitado. Até hoje ninguém provou nada contra ele, a prisão, a nosso ver arbitraria e desnecessária. É o mesmo que está acontecendo hoje e seguramente vai crescer e engolfar outros vereadores.

A PAUTA POSITIVA seria um conserto e a proposição legislativa de mudanças em nossas leis e a criação de outras como o código municipal mineral, o código ambiental, os nortes da política habitacional, os estudos de origem e destino, criação dos ecossistemas legais de compras públicas e contratação local, a questão da política agrícola, da produção industrial, das energias renováveis, as audiências públicas e ações para o código municipal da saúde, da educação e tantas outras ações. Diga-se vereadores e sessões da câmara de vereadores não foram feitas apenas para pedir encaminhamentos de obras ao executivo. São para propor leis, vigiar e criticar as ações executivas, jamais assumir seu papel.

Vereadores podem ser os protagonistas da transformação que tanto precisamos.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Cadeira do lider desocupada

CONTINUAMOS










Estamos há três meses de uma nova gestão e de novos vereadores e tudo parece ainda estar no mesmo lugar. Talvez não seja culpa dos agentes políticos e nem culpa da sociedade. Ou talvez seja a própria sociedade, povoada unicamente por zumbis apascentados. Será?

O momento realmente precisa de força maior e não sabemos o que seja isto. Os vereadores tentam acertar, vão ouvindo coisas e acabarão se ajeitando até o fim dos mandatos. Não sabemos de seus planos futuros, de sua ambição e de quais caminhos pensam com Parauapebas. 

Receberam o voto da fome e da agonia, estão numa situação que aparentemente não tem como sair dela. Não buscam informações e decididamente não avançam para fora do seu quadrado dourado.

Ficamos aqui, torcendo pela atenção deste ou daquele, com um considerável volume de serviços e préstimos realizados e desfeitos cotidianamente.  Não somos salvadores da pátria e não há estes, sabemos que podemos contribuir vivamente, ajudar na transformação dum ambiente que escolhemos para viver.

As proposições do ecossistema comercial e social do Parauapebas Compra Aqui e do Parauapebas Contrata Aqui não são uma panaceia, mas reorientações necessárias e urgentes para revitalizar nossa autoestima e respeito a legislação e aos legisladores que se disponham a ajudar a transformar a realidade atual. É um momento de todos, empresários, trabalhadores, legislativo, executivo, numa mobilização redentora.

Seria maior se o executivo ouvisse as demandas e realmente se reunissem com o legislativo nesta propositura, baseados no decreto 147 de 2014: compras sustentáveis. 

O alento é o tamanho do nosso orçamento e iniciamos com os recursos públicos porque não podemos obrigar o livre comercio.  E nem faremos algo fechado e de grupelhos, ampla discursão com os agentes interessados e a sociedade deve e terá que ser feita. 

Aguardamos um reposicionamento dos vereadores para saírem de seus quadrados. Sabemos com grande respeito do esforço de alguns, o que admiramos. Acreditamos sinceramente que todos queiram acertar.

Mesmo neste momento de uma gestão ainda aparentemente engessada que não consegue atender ou entregar a demanda absurda que uma cidade devastada encontrou: o quase caos social.

Seguimos em frente. Contato 94 991632168 – exclusiva01@msn.com

domingo, 5 de março de 2017

As perdas infligidas pela ignorancia



CALOTES PATROCINADOS
















Publicamos novamente o texto, oportunizado pela instalação da CPI DO CALOTE na Câmara de Parauapebas. Alertamos que enviados para todos os vereadores da CPI esse texto e não recebemos retorno. O que nos preocupa haja visto a desinformação geral dos mesmos sobre essa realidade e a profundidade desses golpes nas contas da mineradora. É o foco técnico, a prova cabal de que eles não acontecem por acaso. Sabemos que não temos em Parauapebas dados econômicos confiáveis, vivemos baseados em dados dos censos do IBGE e pleiteamos há mais de doze anos uma Secretaria de Assuntos Econômicos, justamente ligado aos vereadores para que possam nivelar seu discurso com o enorme potencial econômico da cidade. Estamos à disposição como consultoria dessa CPI. Não podem fingir que não existimos, nós com mais de quatro milhões de acessos e tendo justamente como clientes grandes empresas e vereadores.

Sempre analisamos os golpes no comercio local e as juntas do trabalho sempre lotadas: é a estratégia econômica da VALE, gerar riqueza para abater no preço internacional do minério, tornando-o mais competitivo frente a transferência liquida de riqueza dos seus fornecedores para seu estoque de capitais e produtos.

Estudamos as diversificadas formas da poderosa mineradora quebrar seus prestadores de serviços ainda na década de 90, quando a Integral, à frente Pavão (o vereador ainda quase menino) e seu patrão, Valmir da Integral me contatou em Carajás para descobrir porque não ganhavam dinheiro de jeito nenhum trabalhando para a Vale.

Analisando os contratos descobri naquele tempo detalhes preocupantes: a – num ambiente de inflação galopante a VALE acertava contratualmente a média dos três últimos meses, numa atitude de perversidade técnica, obrigando as empresas entregarem o patrimônio de seus proprietários na forma de reposição inflacionária, b- o gerenciamento de recursos, na época as ferramentas e outros materiais eram fornecidos pela VALE, que impunha a lotação de pessoal nos seus pátios e os mesmos ficavam esperando a liberação de ferramentas e materiais, num caos gerencial comandado pelo escalão mineiro e o qual cedia para quem os “agradasse mais” e c) como os atrasos no deposito das notas fiscais, cujos fornecedores ficavam malucos e os empregados nunca sabiam quando receberiam por seus serviços.

Os tempos passaram, veio a ISSO 9000 e muito arranjo foi feito, muito esforço entregue, mas a perversidade de homens magoados não mudou.

Fazendo nova análise de como uma mineradora de classe mundial, com sucessivos recordes de produção e embarques poderia permitir no seu quintal tamanho desrespeito com sua principal cadeira de suprimentos – a social, pois são empresas instaladas aqui, na sua cidade, fizemos a descoberta mais cruel e paralisante: havia uma estrutura de calote, em que a companhia aplicava pesadas multas e cobrava no faturamento, além de atrasar pagamentos, alternando atas a seu bel prazer e insistindo em não pagar as empresas por até 60% de sua produção, forçando-as a irem embora sem entregar o contratado, ficando o calote e o descrédito das mesmas.

O calote não é culpa das empreiteiras. O calote é dado pela VALE através das empreiteiras, como explico detalhadamente no meu livro MANUFATURA: contrato pelo menor preço, pagar sempre uma parte maior dos serviços pelo menor preço, a contratada não consegue honrar seus compromissos, ela a despensa e contrata outras, que dá prosseguimento. Uma obra de 1000, sai ao final de três empresas, por apenas 600 a 800.  

Esse ganho é incorporado na produção, reduzindo custos e barateando o produto minério. É uma forma covarde e impressionante de gerenciamento da produção mineral, pela desumanidade e sandice. 

Posso apresentar o quadro detalhado desse recurso espúrio para a CPI, passa da hora da cidade ajustar suas contas com a VALE.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Vamos começar tarde: REAJA PARAUAPEBAS!

TEMPOS DIFÍCEIS








Precisamos que os vereadores apoiem o movimento REAJA PARAUAPEBAS!


A reabertura dos serviços parlamentares vieram em boa hora. A cidade agoniza na fome, desemprego e quase desesperança. Ainda não temos norte ou podemos ver algo que possa nos guiar além da escuridão.

Reconhecemos que esforços estão sendo feitos, mas ainda não temos um líder, dentro ou fora da política que possa conduzir esse aglomerado para além da inercia.

E como são grupos fechados, naturalmente egoístas, preferem nem ouvir os “outros” dentre os quais nos colocamos. Temos ideia e meios, buscamos recursos para ajudar a cidade a sair da zona obscura. Mas as “forças locais’ não querem nos ouvir. E pronto!

Acreditam ingenuamente que nosso problema é coisa fácil. Esquecem rapidamente dos últimos quatro anos em que a cidade virou um canteiro de obras e ainda assim não restou centavos à economia local. E ao quadro de empregos local.

Os novos vereadores entram com a mesma morosidade peculiar ao parlamento de cidade do interior. Apesar dos discursos não tem norte, não sabem ou não querem novas ideias, tentativas, aberturas.

Criamos um programa de governo em que apenas com fortes incentivos lastreados num orçamento de mais de um bilhão, poder gerar milhares de postos de trabalho em quatro anos. Ainda não fomos ouvidos...

Ou melhor, sim.  Parcialmente e com muita má vontade.

O que sabemos é que, com as mesmas práticas e posturas de todas as legislaturas anteriores, exceto por retirarem em parte a cortina de vidros, esse legislativo tem tudo para mostrar mais uma vez que farão apenas figurativo.

O que lamentamos, pois amamos essa cidade, apenas não acreditamos nes$a democracia.

Bem-vindo novos vereadores!


próxima postagem: Por que precisamos que os vereadores apoiem REAJA PARAUAPEBAS!